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Combate aos desmates na Resex Chico Mendes

Escrito por Romerito Aquino (*) em .

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Por mais que os governos federal e estadual criem alternativas para evitar o desmatamento em unidades de conservação da Amazônia, alguns extrativistas preferem o caminho fácil dos desmates ilegais, contribuindo para prejuízos ambientais proibidos pela legislação.

Vivem na Reserva Chico Mendes cerca de 10 mil pessoas que tiram seu sustento da coleta de produtos florestais – Foto ICMBioVivem na Reserva Chico Mendes cerca de 10 mil pessoas que tiram seu sustento da coleta de produtos florestais – Foto ICMBio

É o que vem ocorrendo na Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, a maior do Estado do Acre, onde o Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação e Biodiversidade (ICMBio), realizou vistoria recentemente e prendeu quatro pessoas, sendo dois por porte ilegal de arma e dois por desmatamento e transporte ilegal de madeira, além de embargar 10 áreas pela prática de derrubada ilegal de madeira.

Em parceria com o ICMBio, o governo do estado vem estimulando a extração de castanha, borracha e o manejo florestal sustentável para gerar renda suficiente para os extrativistas da Resex não necessitarem queimar e nem derrubar áreas de floresta que precisam ser conservadas em favor do equilíbrio do meio ambiente florestal.

Em Xapuri, por exemplo, o governo estadual incentivou a criação da Cooperativa dos Produtores Florestais Comunitários (Cooperfloresta), que já gera renda para mais de 60 famílias de extrativistas assentados na região executando e gerenciando o plano de manejo florestal comunitário.

O presidente da Cooperfloresta, Dionísio Barbosa, observa que a proposta do manejo florestal dentro da reserva não visa apenas retorno econômico, mas sim a valorização da biodiversidade. “A floresta em pé gera mais muito mais benefícios e renda para os extrativistas”, afirmou Barbosa.

Em maio deste ano, Dionísio Barbosa recebeu na Resex Chico Mendes a visita de representantes dos países amazônicos integrantes da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), que estiveram ao Acre participando da segunda reunião do seu comitê diretivo. Os representantes sul-americanos acompanharam o trabalho de manejo florestal comunitário desenvolvido dentro da reserva.

Fábrica de preservativos de Xapuri usa o látex extraído na Resex Chico Mendes – Foto Divulgação

Uso de madeira através do manejo sustentável

“Essa foi experiência muito interessante e importante para os delegados que estão aqui, dos países da Amazônia. Pudemos ver como a floresta no Acre é utilizada e manejada. E foi interessante perceber que há um compromisso sério da comunidade nessa proteção e utilização consciente da floresta”, destacou o engenheiro florestal da OTCA, Vicente Guadalupe.

A maior Resex do Acre foi criada em 1990 em homenagem ao sindicalista Chico Mendes, assassinado dois anos antes, e possui uma população da ordem de 10 mil pessoas, que vivem numa extensão de 930 mil hectares distribuídos pelos municípios acreanos de Rio Branco, Capixaba, Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia, Xapuri e de Sena Madureira.

A Resex é destinada à exploração autossustentável e conservação dos recursos naturais renováveis por populações tradicionais, que valorizam o incentivam o desenvolvimento sustentável da região.

A Reserva Chico Mendes é administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que decide as ações a serem desenvolvidas em conjunto com os extrativistas. Nos 46 seringais da reserva, atuam três associações com concessões para exploração de recursos naturais e as famílias moradoras se comprometem a não realizar atividades predatórias que descaracterizem os recursos naturais disponíveis.

(*) Com Maria Meirelles, da Agência de Notícias do Acre, e Portal Brasil, da Presidência da República.

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