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Milhares no combate às queimadas e aos desmates no Acre

Escrito por Romerito Aquino (*) em .

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Em alerta máximo, Estado realiza forte campanha até novembro para minimizar prejuízos da grande seca amazônica

Vivendo ainda as agruras e graves consequências da seca recorde do seu rio de maior densidade populacional e invadido por densas fumaças de queimadas originárias tanto internamente quanto dos estados e países vizinhos, que tanto mal fizeram à saúde da população de sua capital, o Acre entrou em situação de alerta máximo para amenizar as consequências negativas da grande seca que se abate este ano por toda a Amazônia.O alerta máximo inclui a mobilização do grande exército de seis mil pequenos agricultores, extrativistas e indígenas que são atendidos pelo Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais (Sisa) do Estado através do Programa ISA Carbono, que fomenta a produção sustentável na floresta por meio do uso racional dos recursos e preservação do meio ambiente.

Equipes da Operação Floresta Viva flagram desmate ilegal em Acrelândia – Foto Secom-AC

Em todo o território acreano, os seis mil homens e mulheres do meio rural acreano são incentivados pela campanha de enfrentamento à prática de queimadas, que vem sendo executada há uma semana pelos órgãos integrantes do Programa ISA Carbono. Pela campanha, os produtores rurais são orientados a não desmatar e a não queimar áreas de floresta para produzir, podendo fazer isso nas áreas já abertas, concretizando, desta forma, uma produção sustentável.

Participam da campanha, que será executada até o dia sete de novembro deste ano, órgãos como o Instituto de Mudanças Climáticas (IMC), Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e Secretarias de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Políticas para as Mulheres (SEP Mulheres), Meio Ambiente (Sema), além do Corpo de Bombeiros e do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA). A campanha como como tema a frase “Sou agente do Clima e da Floresta. Evite Queimadas”.

O Sistema de Incentivo aos Serviços Ambientais (Sisa) do governo do Acre tem sido um dos grandes responsáveis pela redução do desmatamento e queimadas no Estado, que no ano passado reduziu em 10% o seu desmatamento ilegal em relação ao ano de 2014, segundo dados do IMC. Além disso, o Estado reduziu em 67% o seu desmatamento ilegal nos últimos 10 anos, segundo a sua Secretaria de Meio Ambiente.

Queimadas destroem o meio ambiente e fragilizam a saúde dos produtores rurais – Foto Secom-AC

Estado se transformou em referência

Fazendo parte da política do governo acreano de incentivar de baixar a emissão de carbono, o Sisa transformou o Estado nos últimos anos em uma referência pela sua estratégia de produção sustentável e preservação da floresta, resultando na hoje chamada economia verde.

A diretora-presidente do IMC, Magaly Medeiros, elogia a participação das comunidades rurais na campanha de combate aos desmates ilegais e às queimadas em todo o Estado. Segundo ela, a iniciativa visa conscientizar a comunidade. “Os nossos beneficiários compreendem que a floresta em pé gera renda e saúde para todos. Essa campanha reforça essa ideia, uma vez que o Acre tem se destacado por meio de suas políticas públicas ambientais, voltadas para uma produção sustentável”.

Por sua vez, o secretário de Meio Ambiente do Estado, Edegard de Deus, faz questão de destacar os resultados positivos obtidos pela atuação integrada dos órgãos responsáveis pela proteção do meio ambiente rural e urbano. “Nos últimos dez anos, o desmatamento ilegal foi reduzido em 67%, representando o sucesso de uma política pública que ocupa áreas abertas com produção sustentável”.

A campanha tem como público agricultores, indígenas e extrativistas – Foto Arison Jardim, Secom-AC

(*) Com Maria Meirelles, da Agência de Notícias do Acre.

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