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Biorepelentes combatem mosquitos da malária e dengue na Amazônia

Escrito por Romerito Aquino (*) em .

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Paraenses já usam biorepelentes à base de copaíba, andiroba e citronela para combater mosquitos transmissores de várias doenças

Produtos a base de ervas e árvores medicinais da Amazônia combatem mosquitos - Foto DivulgaçãoProdutos a base de ervas e árvores medicinais da Amazônia combatem mosquitos - Foto Divulgação

O que você, da Amazônia, prefere para combater os mosquitos que transmitem a malária, a dengue, a chikungunya, a zica e a febre-amarela: os biorepelentes, extraídos das plantas medicinais da região ou os inseticidades industrializados, que causam alergias, asma, rinite, urticária e outros males?

Todos vão preferir, certamente, a primeira opção porque, além de mais barata e saudável, é mais recomendável ao meio ambiente e existe em abundância na maior floresta tropical do planeta. É o que estão fazendo os moradores de Santarém, no interior do Pará, que estão usando para combater mosquitos e outros insetos dentro de casa os biorepelentes feitos a partir de óleos essências de copaíba, andiroba e citronela.

A farmacêutica Adriana Melo informou ao Portal G1, que o uso de biorepelentes naturais, feito a partir de matérias-primas orgânicas, é uma ótima estratégia para manter longe os mosquitos transmissores de doenças como a dengue, chikungunya, zica, malária e febre-amarela. Sem causar danos ao meio ambiente, o biorepelente pode muito bem substituir o uso de inseticidas industrializados usados para combater os mosquitos e outros insetos.

Lembrando que os óleos essenciais são eficientes, práticos e podem ser encontrados em feiras e farmácias homeopáticas dos estados amazônicos, Adriana Melo compara as soluções naturais e industrializadas para evitar os mosquitos transmissores de doenças.

Óleo de copaíba é um dos melhores cicatrizantes naturais - Foto DivulgaçãoÓleo de copaíba é um dos melhores cicatrizantes naturais - Foto Divulgação

“Vale lembrar que os biorepelentes não contém substâncias tóxicas que possam prejudicar o organismo, sendo ótimas opções para adultos, crianças e gestantes. Já os químicos estão relacionados ao aumento de casos de alergias, asma, rinite e urticária”, alerta a farmacêutica.

A profissional explica que a maior parte dos repelentes industriais, comprados em mercados ou farmácias, são produzidos à base de um composto químico artificial chamado DEET (NN-dietil-meta-toluamida), um composto que age nos receptores sensoriais de alguns insetos e inibe a tentativa de alimentar-se do nosso sangue. “Inclusive a Anvisa não recomenda o uso de produtos que tenham uma concentração de DEET acima de 30%, pois é prejudicial para a saúde humana”, acrescenta a farmacêutica.

Repelentes naturais até nas páginas de livros

Em reportagem realizada em Santarém, no interior do Pará, o Portal G1 releva uma experiência muito interessante que vem sendo realizada naquela região paraense para evitar que os alunos sejam picados por insetos que transmitem a malária e outras doenças enquanto estudam nas escolas da região.

Extratora de sementes para produzir o óleo de andiroba - Foto Mariane NardiExtratora de sementes para produzir o óleo de andiroba - Foto Mariane Nardi

A experiência se dá com os alunos da comunidade Tapará-Miri, na área de várzea de Santarém, que foram contemplados com o kit de livros que contém biorepelente em suas páginas. Segundo o portal, microcápsulas são acionadas durante o manuseio dos livros pelos alunos, o raio de proteção durante o uso pode alcançar até 1,5 metro e o efeito pode durar até três meses, dependendo da frequência da leitura.

Segundo o G1, a diretora da escola da comunidade Tapará-Miri comemorou a iniciativa e os alunos ficaram bastante animados, uma vez que estão protegidos contra os insetos da melhor forma possível, através dos livros usados durante as aulas no estabelecimento escolar.

O autor do livro, o escritor Ronaldo Barcelos, explicou ao portal que as microcápsulas foram desenvolvidas por uma empresa que usa tecnologia exclusiva na área química. “O repelente é produzido a partir de um verniz especial, mais um mix de microcápsulas compostas por óleos naturais de citronela, cravo e nim-indiano”, assinalou Barcelos.

(*) Com Ana Carolina Maia, G1 Santarém

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