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Governo Temer compra votos até com destruição da Amazônia

Escrito por Romerito Aquino em .

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Jornal Financial Times denuncia que, para atender ruralistas, Temer propõe projeto de lei reduzindo em 27% a floresta nacional de Jamanxim

Visão aérea de parte da floresta nacional do Jamanxim, no Pará - Foto G1Visão aérea de parte da floresta nacional do Jamanxim, no Pará - Foto G1

Depois de enfraquecer a economia brasileira, ampliando em mais de 1,7 milhão o número de seus desempregados, o governo golpista de Michel Temer, que comanda a quadrilha mais perigosa do país, segundo afirmou o empresário Joesley Batista, da JBS, apelou até para a destruição da maior floresta tropical do planeta para se manter no poder.

Segundo denúncia da imprensa internacional, essa foi mais uma moeda de troca usada por Temer na Câmara dos Deputados para garantir os votos necessários para escapar da aprovação da denúncia em que da Procuradoria Geral da República o acusa de promover corrupção passiva com a empresa JBS durante o exercício do cargo de presidente.

Redução de florestas protegidas só vai ampliar a devastação na Amazônia - Foto DivulgaçãoRedução de florestas protegidas só vai ampliar a devastação na Amazônia - Foto Divulgação

Em reportagem publicada recentemente, o jornal britânico Financial Times classifica o presidente brasileiro como o maior agressor da Amazônia. O jornal denuncia que o político peemedebista troca árvores por votos ao concordar em apoiar as demandas do lobby rural do Brasil por redução das áreas protegidas da região. A bancada ruralista da Câmara quer reduzir as áreas de florestas protegidas para transformá-las em pastagens.

A reportagem do jornal britânico informa que representantes de organizações ambientais internacionais, como a WWF, afirmam que áreas florestais protegidas no Brasil, equivalentes ao tamanho de Portugal (9,2 milhões de hectares ou 56% do território acreano) estão sob ameaça de Temer e do poderoso lobby rural que almeja diminuir as áreas de conservação do país.

Florestas protegidas na Amazônia são essenciais para o equilíbrio climático do planeta - Foto WWF BrasilFlorestas protegidas na Amazônia são essenciais para o equilíbrio climático do planeta - Foto WWF Brasil

Segundo as organizações, há algumas semanas, Michel Temer enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei que propõe reduzir em 27% o tamanho da floresta nacional de Jamanxim, no Pará, e ainda conceder incentivo a ocupantes ilegais no local, tais como grileiros e posseiros.

Recentemente, o governo de Temer abriu brecha para reduzir também as reservas protegidas da floresta do Sul do Amazonas por pressão de deputados amazonenses ligados a grupos de fazendeiros, pecuaristas e madeireiros, interessados em ampliar ainda mais a devastação naquela região do maior estado florestal do mundo.

Ofensiva sem precedentes sobre áreas de florestas protegidas

Na sua última jogada, segundo ativistas das organizações, o governo de Michel Temer está planejando redesenhar as fronteiras da floresta nacional de Jamanxim no Pará, apresentando a proposta ao Congresso Nacional apenas algumas semanas depois de vetar legislação similar que iria devastar ainda mais as áreas florestais no sul amazonense.

Jornal britânico Financial Times foi quem denunciou Michel Temer - Foto Revista ÉpocaJornal britânico Financial Times foi quem denunciou Michel Temer - Foto Revista Época

“O Brasil enfrenta uma ofensiva sem precedentes contra suas áreas protegidas”, diz Marco Lentini, líder das florestas no WWF-Brasil. Segundo o Financial Times, isso faz com que o poderoso lobby da bancada da pecuária, conhecido como ruralistas, tendo 230 membros dos 513 lugares da Câmara dos Deputados, seja um aliado indispensável ao desmatamento na Amazônia. "Esta é uma moeda de troca", completou Jaime Gesisky, especialista em políticas públicas da WWF-Brasil.

Segundo o jornal britânico, a preocupação com o futuro das áreas protegidas do Brasil vem em meio ao rápido desmatamento na Amazônia. No ano passado, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou um aumento de 29% no desmatamento a partir de 2015.

Lentini destacou que os últimos esforços para aumentar a proteção ambiental significaram que as reservas de conservação amazônicas foram ameaçadas com uma perda de 10% de sua área, que representa cerca de 80 mil quilômetros quadrados ou oito mil hectares. O jornal também lembrou que em junho passado, a Noruega repreendeu o Brasil ao reduzir a ajuda ao país vinculada à conservação.

(*) Com o site www.brasil247.com

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