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Amazônia entra em estado de alerta contra a seca

Escrito por Romerito Aquino em .

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Calhas dos principais rios encolhem e Acre luta para normalizar travessia de caminhões e automóveis no rio Madeira

Níveis de água dos principais rios da Amazônia Ocidental começam a baixar - Foto Defesa Civil AmazonasNíveis de água dos principais rios da Amazônia Ocidental começam a baixar - Foto Defesa Civil Amazonas

O desmatamento e o aquecimento global, que provocam o desequilíbrio climático do planeta, vêm fazendo a população da Amazônia brasileira sofrer todos os anos situações adversas extremas, com grandes secas em alguns anos e grandes enchentes em outros.

Desta vez, o que atormenta a região é a seca de seus rios, que já começam a afetar a produção de alimentos, a trafegabilidade dos rios, o abastecimento e a logística de manutenção da vida social das comunidades ribeirinhas das calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira, três dos principais afluentes do rio Amazonas.

No Acre, a situação é ainda mais crítica com as dificuldades que vêm apresentando as balsas para atravessar os caminhões com mercadorias no rio Madeira, na rodovia federal BR-364, cuja ponte em construção, tão necessária aos estados do Acre e de Rondônia, está atualmente com as suas obras paradas.

Nível crítico do rio Madeira coloca balsas em alerta e aumenta tempo da travessia no Abunã - Foto DivulgaçãoNível crítico do rio Madeira coloca balsas em alerta e aumenta tempo da travessia no Abunã - Foto Divulgação

A pedido do governador do Acre, Tião Viana, o governador de Rondônia, Confúcio Moura, decretou estado de calamidade pública na região da travessia do rio Madeira, o que vai permitir que seja executado o trabalho de dragagem para que as balsas de transporte de cargas possam fazer toda a travessia do rio.

Na última segunda-feira, dia 14 de agosto, a Defesa Civil do Amazonas emitiu um alerta de estado de atenção para 11 municípios das calhas dos rios Juruá, Purus e Madeira, onde dados do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) mostram que essas bacias enfrentam o terceiro trimestre mais seco do ano.

O fato da baixa pluviosidade ser comum no terceiro trimestre do ano, as chuvas na Amazônia Ocidental estão abaixo da média prevista. Segundo a Defesa Civil, no rio Juruá, a previsão de precipitação de chuva em julho era de 66 milímetros (MM), mas só foram registrados 21 mm; no Purus, a previsão era de 42 mm e choveu só 0,9 mm; e, no Madeira, dos 45 mm previstos, choveu apenas 4 mm.

Criança carrega água para beber no Lago do Aleixo, em Manaus (AM), após a lagoa secar em outubro de 2015 - Foto Edmar Barros, Futura PressCriança carrega água para beber no Lago do Aleixo, em Manaus (AM), após a lagoa secar em outubro de 2015 - Foto Edmar Barros, Futura Press

Primeiro estágio de um desastre ambiental

O secretário-executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Júnior, alertou que o estado de atenção é o primeiro estágio de um desastre ambiental e serve para alertar os municípios. “A nossa região, principalmente o sudoeste do estado, encontra-se com baixa quantidade de precipitação e as calhas estão em níveis críticos por causa do verão amazônico”, assinala o coronel.

No Amazonas, já se encontram em estado de atenção os municípios de Guajará, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna, e Envira, na calha do rio Juruá; de Boca do Acre, Canutama, Lábrea e Pauini, na calha do rio Purus; e de Humaitá e Manicoré, na calha do rio Madeira, cujo manancial apresentava, na semana passada, marcas de 3,56 metro em Porto Velho e de 9,78 metros na região do Abunã, na travessia das balsas na BR-364.

Tendo em vista a situação de estiagem, que também afeta o nível do rio Acre, o Departamento Estadual de Pavimentação e Saneamento (Depasa) do estado anunciou, no início da semana passada, o Plano de Contingência de Abastecimento. Além de adotar as ações do plano, o Depasa está lançando campanhas de conscientização contra o desperdício de água e intensificando o programa Parcelar, destinado à quitação e parcelamento de dívidas dos usuários dos serviços da instituição.

Fiscais do Imac e Ibama, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar integram a força-tarefa - Foto Arison Jardim, Secom-ACFiscais do Imac e Ibama, Corpo de Bombeiros e Polícia Militar integram a força-tarefa - Foto Arison Jardim, Secom-AC

Além disso, ações educativas, de fiscalização e reuniões estão sendo promovidas pelo governo acreano em parceria com os órgãos representantes do Meio Ambiente, gestores de escolas municipais e estaduais, Bombeiros, Secretaria de Educação. A medida visa conscientiza a sociedade da importância da prevenção e combate aos focos de incêndio em áreas rurais e urbanas.

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