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Inventário vai dimensionar a grandeza da floresta acreana

Escrito por Romerito Aquino em .

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Logo será iniciado o levantamento da conservação e da biodiversidade das florestas do Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Mato Grosso

A gigante samaúma é uma das maiores e mais bonitas árvore do Brasil e do mundo - Foto Portal ParamazôniaA gigante samaúma é uma das maiores e mais bonitas árvore do Brasil e do mundo - Foto Portal Paramazônia

Começou no quarto estado da Amazônia o trabalho de execução do inventário florestal que visa conhecer a situação de conservação e a biodiversidade das florestas de todos os estados brasileiros, em especial na região da última grande florestal tropical do planeta.

Destinado a coletar os dados biofísicos das florestas brasileiras, o trabalho do Inventário Florestal Nacional (IFN) se iniciou em Roraima, já foi concluído em Rondônia e se encontra em andamento nos estados do Maranhão e Tocantins. Ainda este ano, os inventários devem ser iniciados nos outros cinco estados da Amazônia Legal, tais como Acre, Amazonas, Pará, Amapá e Mato Grosso.

Serra do Divisor, no Acre, é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta - Foto Sérgio Vale, Secom-ACSerra do Divisor, no Acre, é uma das regiões de maior biodiversidade do planeta - Foto Sérgio Vale, Secom-AC

Com 20% das florestas nacionais ou 170 milhões de hectares já inventariados, totalizando a coleta 45 mil amostras de plantas coletadas em cerca de cinco mil pontos no país, as coletas de dados já foram concluídas nos estados de Alagoas, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e no Distrito Federal. O levantamento também está sendo realizado atualmente nos estados de Piauí e da Bahia

“Por sua dimensão, a Amazônia ainda é pouco conhecida. Em algumas localidades será a primeira vez que ocorrerá a coleta de dados biofísicos da floresta. Nossa expectativa é que novas espécies de plantas sejam descobertas”, destaca a gerente executiva do IFN, Claudia Rosa, ao detalhar os serviços em Roraima.

Riqueza da flora e fauna da floresta amazônica ainda é imensurável - Foto Divulgação

Na condição de estado mais ao norte do país, Roraima ocupa uma área de 220 mil quilômetros quadrados ou 22 milhões de hectares e é o estado menos populoso do país, com cerca de 500 mil habitantes.

As equipes contratadas pelo Serviço Florestal Brasileiro, executora do IFN, começaram a percorrer um total de 201 pontos, distantes 20 quilômetros entre si, em todo o estado, onde serão medidas árvores, analisadas a sua saúde e a sua vitalidade, coletadas amostras de solo e de material orgânico.

Com quase um milhão de hectares, Resex Chico Mendes é uma área rica em recursos florestais - Foto Angela Peres, Secom-AC

Levantar o estado de conservação e a biodiversidade da região

No geral, o objetivo do Inventário Florestal Nacional é conhecer não só a quantidade dos recursos florestais como também o estado de conservação e a biodiversidade das florestas, contribuindo para a formulação de políticas públicas de desenvolvimento, uso e conservação florestal.

A conclusão do Inventário Florestal Nacional é de suma importância para o Brasil conseguir gerir o seu gigantesco e imprescindível ativo ambiental, uma vez que é considerado um país florestal, tem mais da metade (54%) de seu território coberto por florestas e detém a maior extensão de florestas tropicais do planeta.

Fazendo o levantamento das riquezas das florestas brasileiras - Foto DF RuralFazendo o levantamento das riquezas das florestas brasileiras - Foto DF Rural

Nesse sentido, as informações produzidas pelo IFN poderão ser usadas em âmbito nacional e subnacional, tanto pelos governos quanto pelos setores privados. Além disso, é considerado muito importante melhorar substancialmente a informação sobre as florestas do país no contexto das convenções e acordos internacionais que tratam sobre o assunto.

Vale lembrar ainda que apenas na década de 1980, o Brasil realizou a primeira e única edição de um trabalho relacionado a inventário florestal nacional, cujo objetivo principal era gerar informações sobre os estoques de madeira de florestas naturais e plantadas. Até esta época, a maioria dos inventários florestais nacionais visam apenas subsidiar a produção de madeira. Desde aquela época, apenas inventários regionais foram realizados no país, mesmo assim apenas para atender demandas particulares de informações e subsidiar programas de colonização ou planejamento.

(*) Com Cecília Jorge, do Serviço Florestal Brasileiro (SFB).

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