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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)

Escrito por Eduardo Athayde (*) em . Publicado em Artigos

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Reunidos em Assembleia Geral da ONU, governantes do mundo declararam: “Nós, chefes de Estado e de Governo, reunidos na sede das Nações Unidas, no momento em que a Organização comemora seu septuagésimo aniversário, decidimos hoje sobre os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) globais”.

A Amazônia é a última grande floresta tropical do planeta - Foto DivulgaçãoA Amazônia é a última grande floresta tropical do planeta - Foto Divulgação

Os ODS estão no centro dos debates do Fórum Econômico Mundial de Davos, que acontece esta semana na Suíça, propondo rotas para uma Agenda global até 2030 nas dimensões econômica, virtual, social e ambiental, visando o desenvolvimento equilibrado, também chamado de sustentável.

Em Davos, enquanto o presidente chinês, Xi Jinping, e os bilionários fundos soberanos asiáticos são o centro das atenções, adotando princípios dos ODS para suas cidades, o ausente Donald Trump, que toma posse esta semana como presidente dos EUA, começa a entender que não manda mais sozinho no mundo virtualizado em processo de descarbonização.

A Agenda 2030 presta especial atenção às vozes dos mais pobres e mais vulneráveis, apoiando o planejamento dos municípios e dos estados. O governo brasileiro assumiu compromisso de dar prioridade a investimentos da Agenda ODS 2030, visando consertar distorções e estimular o desenvolvimento local.

O município de Camaçari, na Bahia, é um exemplo interessante a ser citado. Embora seja apresentado internacionalmente como sede do maior “Complexo Industrial do Hemisfério Sul do Planeta”, com gestões inovadoras e tecnologias de última geração embarcadas em suas empresas, exibe um contraste que chama atenção do mundo, está posicionado no 2.317º lugar (IBGE) no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) entre os 5.565 municípios brasileiros. Os ODS podem ajudar no planejamento municipal, visando equalizar essas disparidades.

Feira de Santana, segunda maior cidade do estado da Bahia e maior polo logístico do Norte e Nordeste brasileiro, também é um exemplo destacado por articular-se rapidamente com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) passando a ser o primeiro município da Bahia a adotar oficialmente o ODS e usufruindo de todas as vantagens competitivas que essa adesão propicia, influenciando toda sua região metropolitana composta inicialmente de mais cinco municípios: Amélia Rodrigues, Conceição da Feira, Conceição do Jacuípe, São Gonçalo dos Campos e Tanquinho, e anexando, na segunda fase, mais dez municípios, com um PIB metropolitano de R$ 16 bilhões. O embaixador do Pnud, Didier Trebuc, vai a Feira lançar os ODS com a prefeitura e os empresários locais.

Melhorando suas governanças com inteligência nova, esses municípios abrem canais de articulação com municípios de outros países do mundo sem passar pelas burocracias paralisantes e atrasadas dos governos centrais. Os ODS, além de orientar no planejamento local com parâmetros internacionais de desenvolvimento sustentável, ajudam na articulação com universidades, centros financeiros e de conhecimento globais, facilitando acesso a recursos e transferência de tecnologias.

Na dimensão holística do planejamento integrado, agora chamado de sustentável, tanto Feira quanto Camaçari fazem parte da “Área de Influência Econômica da Baía de Todos os Santos” - apresentada ao mundo como Sede da Amazônia Azul - onde 75% do PIB do Estado da Bahia, de R$ 210 bilhões, está concentrado.

Os outros 415 municípios do território baiano de 564.733 km², 68% semiárido, com apenas 15% do PIB restante, podem aproveitar a plataforma dos ODS para se conectar, por exemplo, com municípios do Estado da Califórnia, 80% semiárida e um PIB de US$ 2,5 trilhões (R$8,0 trilhões). Na era da “economia” digital, os caminhos estão pavimentados.

(*) Diretor do Worldwatch Institute (WWI) no Brasil (O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.)

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