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Rodovia de Lula trouxe progresso para Amazônia Ocidental

Escrito por Inácio Moreira (*) em . Publicado em Artigos

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Para nós, acreanos, nossa “Transposição do Rio São Francisco” é a Rodovia do Pacífico! Ela representa para a população do bioma da Amazônia a ligação de nossas culturas, viabiliza nossas indústrias e movimenta nossa economia e nossa gente.

Inácio Moreira comanda os negócios da Anac no Acre e no exterior desde 2013 - Foto DivulgaçãoInácio Moreira comanda os negócios da Anac no Acre e no exterior desde 2013 - Foto Divulgação

Só um presidente como Lula, que conhece o Brasil e a região Norte, para ter a sensibilidade de construir essa estrada, que nos liga, num raio de 750 km, a mais de 30 milhões de habitantes.

Como exemplos práticos, podemos citar o número de empregos que podem deixar de existir se a Rodovia do Pacífico fosse inviabilizada: em apenas três indústrias de alta produção no Acre, cerca de 650 pessoas ficariam desempregadas.

As expedições interoceânicas já estão na sua 5ª versão, marcadas pelo sucesso na promoção das motos do grupo Honda. A mesma coisa acontece com as caminhonetes da Amarok Aventura, que dará sequência com a Expedição Peru 2017.

Fora a questão econômica, o fim da integração regional, que representa troca de valores e experiências, colocaria o Acre em uma escuridão cultural, que nunca foi sua tradição.

O estado tem um festival de cinema internacional, o Pachamama, que abre as portas do Brasil para os irmãos da Bolívia, Peru e outros países. Com a troca de culturas, damos uma aula de luta contra o preconceito.

Ninguém pode mensurar o valor de um pequeno grupo de estudantes de Assis Brasil sair de casa para jogar um campeonato de futsal em outro país, logo ali em Puerto Maldonado, trocando idiomas e aprendizados para um futuro digno.

A população da tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia é eternamente grata ao nosso eterno presidente Lula e ao projeto político da Frente Popular por esta Rodovia do Pacífico. Ela nos manterá unidos em defesa do desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Agora, seria importante o governo federal criar uma pauta onde discuta com esses países andinos a nossa balança comercial, pois da mesma forma que temos produtos com qualidade para atendê-los estes países também dispõem de produtos que são necessários para o nosso mercado da região Norte.

O Peru, por exemplo, é o maior produtor mundial de farinha de peixe, sem contar que sua culinária é considerada uma das mais diversificadas do mundo. Tem reconhecimento, também a nível mundial a variedade de batatas, o próprio vinho e outros produtos da Bolívia, que estão do ponto de vista da logística muito próximo da nossa região.

Ou seja, esse processo é da alçada do governo federal, que tem que colocar na sua agenda o fortalecimento dessa logística para resolver problemas desde a manutenção da Rodovia, como a conclusão da ponte sobre o rio Madeira, na BR-364, entre Acre e Rondônia, e o aumento do número de funcionários na Alfândega de Assis Brasil, na tríplice fronteira, entre Brasil, Peru e Bolívia. Esses assuntos precisam ter um acompanhamento do governo federal brasileiro para que se possa consolidar essa essencial rota do Pacífico pelo Acre.

(*) Presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac).

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