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Venda de flores gera renda e qualidade de vida

Escrito por Juracy Xangai em .

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Vender flores pode ser um ato maior que embeleza o mundo quando vem carregado da boa intenção, gerando renda e qualidade de vida

Em 12 anos vendendo flores, Márcia melhorou a casa e formou a filha na faculdade - Foto Juracy XangaiEm 12 anos vendendo flores, Márcia melhorou a casa e formou a filha na faculdade - Foto Juracy Xangai

Quem dá uma paradinha para admirar a beleza das flores e folhagens à venda na banquinha localizada no corredor lateral do Mercado Eliar Mansour, o popular Mercado Novo, não tem ideia do quanto a venda dessas plantas representa na vida das pessoas que as cultivam em seus quintais e chácaras localizadas em volta de Rio Branco, no Acre.

Elas são produzidas pelos sócios da Associação Florescer, uma entidade crida há cerca de 15 anos durante a gestão do ex-prefeito e atual deputado federal Raimundo Angelim (PT-AC), que propôs a realização de cursos e treinamentos para a produção de plantas ornamentais que seriam utilizadas na jardinagem das praças e canteiros de ruas e avenidas da capital.

A partir dessa ação solidária, apoiada pelo Sebrae, que providenciou cursos e treinamentos para o cultivo, bem como noções de comercialização dos produtos, surgiram organizações de mulheres e homens, a maioria mulheres, interessadas no cultivo das flores em seus próprios quintais ou chácaras. A boa ideia rendeu como frutos a produção local de flores e levou à criação de diversos grupos de cultivadores, que hoje em organizações solidárias ou atuando de forma independente, criaram oportunidades de negócio para dezenas de famílias.

Folhas prateadas e flores lilás chamam atenção para planta exótica - Foto Juracy XangaiFolhas prateadas e flores lilás chamam atenção para planta exótica - Foto Juracy Xangai

“Nós começamos a Associação Florescer com 25 mulheres trabalhando a princípio para a jardinagem da cidade, o que não foi muito adiante, mas os cursos e treinamentos que recebemos nos qualificou para a produção que hoje vendemos aqui no mercado novo, na feirinha do shopping duas vezes por mês e também na feirinha da Economia Solidária todos os finais de semana, além é claro de atender a encomendas de nossos clientes”, explica Márcia Bocard, que cultiva suas flores numa chácara próxima à curva do Itucumã.

Ao mesmo tempo em que Márcia aplaude a multiplicação das produtoras e vendedoras de vasos e mudas de plantas variadas em toda a capital, ela lamenta o nível de desorganização que isso tomou gerando até pontos de apoio para a venda de flores importadas de outros estados, por pessoas que efetivamente não cultivam, mas vendem plantas que geralmente não se adaptam bem ao clima local o que leva prejuízo à boa fé dos compradores.

Todo mundo quer uma plantinha para embelezar a casa

Pioneira, Márcia defende maior organização no grupo. “Estamos precisando nos reorganizar, a exemplo de quando começamos, talvez num novo modelo. Isso a gente precisa decidir juntos, mas organizar desde a produção até a distribuição e venda das nossas plantas. Digo isto, até porque o mercado mudou muito, está na verdade melhor do que quando nós começamos, porque naquele tempo só quem comprava era o pessoal das classes média e alta, hoje todo mundo quer uma plantinha para embelezar a casa”.

Folhagens levam a beleza do verde para dentro de casa - Foto Juracy XangaiFolhagens levam a beleza do verde para dentro de casa - Foto Juracy Xangai

As rosas lideram as vendas entre os acreanos, mas para quem está montando uma floreira ou um jardim maior, ganham destaque plantas como as hexórias com variadas cores, assim como as bouganvilles de belas floradas, as charmosas mini-alamandas e as pré-históricas cikas.

“As flores encantam os olhos, as pessoas gostam e compram mesmo por impulso, querem tudo que ajude a embelezar suas casas e o mundo, dão muita atenção aos detalhes e querem orientação para o cultivo. Também gostam de folhas coloridas, samambaias e novidades em geral”, esclarece Márcia.

O clima quente e úmido do Acre faz da região uma estufa natural que facilita o cultivo das flores e folhagens que encantam os clientes das floriculturas, mas também facilita os ataques por pragas e doenças que a maioria das floristas nem sabe identificar e que, às vezes, matam cultivos inteiros, relata Márcia.

Rosas são campeãs de venda entre as flores, garante Márcia - Foto Juracy XangaiRosas são campeãs de venda entre as flores, garante Márcia - Foto Juracy Xangai

Mas com todos os altos e baixos encarados pelos cultivadores solidários de flores, o sucesso maior está mesmo na vida pessoal. “Plantar e cuidar das flores é uma terapia que dá tranquilidade à alma da gente e, também não posso reclamar dos resultados financeiros, pois nesses 12 anos que me dedico só às flores, melhorei minha casa e conseguir formar minha primeira filha na faculdade. Assim, nossa vida vai melhorando cada vez mais”, completa Márcia.

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