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A casa é de farinha e muito mais

Escrito por Juracy Xangai em .

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Passada de pai para filha, a Casa da Farinha sempre foi tradição no Mercado Elias Mansour vendendo as mais famosas farinhas do Juruá

Mais uma venda de ração na Casa da Farinha - Foto Juracy XangaiMais uma venda de ração na Casa da Farinha - Foto Juracy Xangai

Farinha com coco, ração de postura para galinhas, arroz, feijão, óleo, outros tipos de farinhas e biscoitos do Juruá são alguns dos produtos vendidos na Casa da Farinha, que hoje funciona na rua principal do bairro da Cadeia Velha, em frente ao Varejão Popular, em Rio Branco, na capital acreana.

Durante muitos anos, a Casa da Farinha era comandada pelo “Baixinho”, pai de Marta Soares Gomes, que há mais de dez anos comanda o negócio. A loja, que sempre foi ponto de destaque dentro do mercado Elias Mansour, onde formou sua clientela, mas em busca de mais espaço para vender outros produtos, mudou-se para a rua principal da Cadeia Velha.

“Desde menina, eu gostava de vir ajudar meu pai no comércio. Foi sempre assim, até que casei e ele passou a loja para mim. Sempre vendemos produtos de mercearia, mas a farinha sempre foi o ponto forte do comércio. Naquela época, era quase uma exclusividade porque não tinha estrada, então era difícil para chegar uma carga por terra. No inverno, vinha nas balsas e muitas vezes até nos aviões cargueiros da FAB, sempre vendemos muito bem”, assinala Marta, que também vende biscoitos, gramixó, feijão de corda e outros produtos do Juruá.

Também muito vendido, o milho é produto básico para os criadores - Foto Juracy XangaiTambém muito vendido, o milho é produto básico para os criadores - Foto Juracy Xangai

Já sob a direção de Marta, foram incluídos novos produtos. O primeiro foi a ração de crescimento para pinto de um dia, além do milho em grão, xerém, rações para postura e outros itens que abastecem os pequenos criadores existentes dentro e fora da capital do estado.

“Comecei com a ração para pintos. Hoje, vendo vários tipos para aves em diferentes fases de crescimento ou postura, mas também para cachorro e até coelho. Mas uma coisa surpreendente é a venda de ração para cães e gatos. Você não vai acreditar, mas nossa maior venda é justamente ração para cachorro, as pessoas têm seus animais e querem cuidar bem, pagam o que for necessário por isso”, esclarece.

Aumenta a criação de galinhas na periferia da capital

Outro ponto interessante do negócio é a grande quantidade de pessoas que criam galinhas, patos, capotes e outras aves nos bairros periféricos da cidade de Rio Branco. “Há quem crie meia dúzia de galinhas só para matar a saudade dos tempos em que morava nas colônias. Mas há muitos que criam para vender ovos caipiras e até mesmo frangos e galinhas gordas para o abate. É interessante que as pessoas têm uma simpatia especial por quem cria e os criadores fazem isso com amor mesmo”, explica Marta.

Ração ganhou destaque e puxa os negócios da casa - Foto Juracy XangaiRação ganhou destaque e puxa os negócios da casa - Foto Juracy Xangai

As vendas de rações para galinha e outros animais se espalha para a zona rural de municípios como Porto Acre, Bujari e Senador Guiomard. “Uma das vantagens do nosso comércio é estar localizada aqui em frente à Cota, a cooperativa dos ônibus que levam as pessoas para os projetos de colonização ou municípios próximos. Elas vêm para cidade resolver seus negócios, quando terminam, vão pegar o ônibus e aproveitam para comprar a ração de que precisam. Isso nos favorece, mas se a compra for maior a gente também entrega lá”, completa.

Arroz, feijão, sabão, alho, óleo, temperos e outros víveres também fazem parte do negócio da Casa da Farinha que, atendendo à crescente produção, vai acrescentando produtos que visam atender mais aos produtores rurais. “A princípio, a venda de ração era apenas um produto a mais, mas cresceu muito. Os pets são destaque e, dentro dessa nova tendência em que a zona rural se fortalece, já estou estudando uma maneira de também vender produtos veterinários e outros itens da agropecuária. O ramo do comércio é assim, a gente tem que vender as coisas que as pessoas querem comprar”, assinala Marta.

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