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Comida acreana atrai estrangeiros em eventos

Escrito por Juracy Xangai em .

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Presença da economia solidária em feiras e eventos garante alimentos de qualidade, gerando ocupação e renda para famílias acreanas

Comida boa e barata da Economia Solidária na frente do Teatro Universitário - Foto Juracy XangaiComida boa e barata da Economia Solidária na frente do Teatro Universitário - Foto Juracy Xangai

Em todos os finais de semana, feriados e eventos realizados em Rio Branco, lá estão as barraquinhas vermelhas da economia solidária com vendedores de comidas típicas, sanduíches e bolos, artesanato regional, vasos de plantas e até pequenos animais, como coelhos e esquilos asiáticos, que dão mais cor e sabor aos passeantes sempre abertos a novidades geradoras de renda para dezenas de famílias.

Cuidando com o esposo da barraquinha “Capital Lanches”, Mônica Torres Soares lembra que há pouco mais de dois anos dedicava-se exclusivamente a cuidar da casa e dos dois filhos, mas hoje divide o tempo entre a casa e as vendas de tapioca, sucos e cachorros-quentes.

“Tenho dois filhos, se trabalhasse em tempo integral não teria como cuidar deles, mas vendendo apenas nas feiras de fim de semana e nos eventos consigo me dividir entre as tarefas da casa, as crianças e o negócio do qual nós sobrevivemos. Vale a pena mesmo, pois além de ter um tempo para nós mesmos, nossa vida vem melhorando bastante”, garante Mônica, enquanto prepara mais uma tapioca para os visitantes que participam do Seminário Internacional do Bambu, na Ufac.

Iraniano Ghavami em busca dos sucos naturais, contendo moringa - Foto Juracy XangaiIraniano Ghavami em busca dos sucos naturais, contendo moringa - Foto Juracy Xangai

Por sua vez, Milton Ricardo dos Santos é ex-caminhoneiro, que trabalhou de mecânico na Mercedes Benz e há três anos resolveu dedicar-se à venda de sucos naturais como laranja, abacaxi e a moringa, árvore asiática cujas folhas dão um sabor suave de mate verde e que era tido como um dos segredos da longevidade do cubano Fidel Castro.

“Quando saí da Mercedes Benz resolvi entrar para a Economia Solidária vendendo sucos. Assim, nasceu o ‘Ponto do Suco Natural’ e, sinceramente, valeu a pena. Hoje tenho mais tempo para me dedicar mais à minha horta e o pomar, onde cultivo a moringa, entre outras árvores. Também crio galinhas e ainda ganho dinheiro como roçador porque não me falta disposição para trabalhar”, diz Santos.

Mas é mesmo a moringa a grande novidade de sua barraca, que chamou a atenção dos chineses que vieram ao Acre participar do seminário do bambu e que a cada hora de almoço aproveitavam para tomar um suco de abacaxi, graviola ou laranja regado a folhas de moringa. “Tem gente que me telefona para saber onde a gente está vendendo para ir lá tomar um suco de moringa. Eles garantem que ela melhora a disposição física, melhora o funcionamento do organismo e tira dores do corpo. Eu tomo e me sinto muito bem”.

Mônica e o esposo tocam a barraca Capital Lanches como um negócio familiar - Foto Juracy XangaiMônica e o esposo tocam a barraca Capital Lanches como um negócio familiar - Foto Juracy Xangai

CHAPA QUENTE TEM COMIDAS DO NORTE E DO NORDESTE

Com nome de eleição bem disputada, a barraquinha Chapa Quente está sob o comando de Irene Maria Pereira, que fechou seu cardápio apenas com comidas típicas do Norte e Nordeste e que fizeram sucesso entre os visitantes em busca de sabores marcantes.

“O chinês provou da buchada de carneiro e disse que estava muito bom mesmo. Já americanos e europeus gostam mais da galinha caipira e o pessoal do Sul fica louco pelo pirarucu. Isso eles adoram mesmo. Neste evento, não tem muita gente, a maioria são estudantes interessados no bambu, mas todo mundo faz questão de provar nossa comida boa e barata que está aqui na porta mesmo”, destaca Irene.

Sarapatel, buchada e pirarucu de casaca da Irene fazem sucesso com turistas e locais - Foto Juracy XangaiSarapatel, buchada e pirarucu de casaca da Irene fazem sucesso com turistas e locais - Foto Juracy Xangai

Ela conta que há oito anos vende comida nas feiras da economia solidária, sempre com um cardápio regional, onde está presente a buchada de carneiro, a galinha picante, o pirarucu de casaca, a galinha caipira, o sarapatel e a menos eclética picanha na chapa.

“Desde menina sempre gostei da cozinha, gosto de ver as pessoas felizes comendo pratos gostosos. Aprendi com minha mãe que o segredo de uma boa cozinha está no tempero padrão, sempre igual mesmo, e no amor, pois comida precisa ser feita com carinho para agradar as pessoas”, conclui Irene Pereira.

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