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Geane Viana faz sucesso trocando butique por frutaria

Escrito por Juracy Xangai em .

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Além das frutas, frutaria se especializa em delícias acreanas como o gramixó, mel de cana, biscoitos, açaí e peixes regionais

Geane fechou loja para abrir frutaria e se deu bem - Foto Juracy XangaiGeane fechou loja para abrir frutaria e se deu bem - Foto Juracy Xangai

Sentindo a pressão da crise sobre as vendas de sua loja de roupas, Geane Viana decidiu mudar de ramo e montou uma frutaria que, apesar da simplicidade do ambiente, oferece uma série de produtos e serviços que os clientes raramente encontram nas mercearias populares, como a montada ao lado da Distribuidora Floresta, no bairro Floresta, em Rio Branco (AC).

Ali, há uma miscelânea de produtos que vão do carvão para o churrasquinho dos fins de semana, às melancias amontoadas à porta para tentar a visão dos clientes que veem logo atrás a prateleira das várias farinhas, açúcar gramixó, goma para tapioca e, dependurados, cachos de banana comprida, abacaxis e muito mais.

“Durante anos toquei minha loja de roupas na Sobral, mas conforme a crise foi apertando e as vendas minguando, percebi que era hora de procurar outra coisa para fazer. Sempre gostei de vender e a ideia de montar uma frutaria já tinha passado pela cabeça algumas vezes, mas meu espírito dizia que tinha de ser aqui na Floresta, neste lugar em que estou mesmo”, assinala Geane.

À beira da rua, tem o peixe, o açaí e muito mais - Foto Juracy XangaiÀ beira da rua, tem o peixe, o açaí e muito mais - Foto Juracy Xangai

Mas, segundo ela, o dono não queria alugar porque iria vender peixe. “Então, montei a frutaria na Cidade Nova, o que não deu bom resultado. Então, insisti neste ponto onde estamos há quatro meses e que está dando ótimo resultado, graças a Deus”, relata Geane. A chave do negócio, aparentemente, além do bom ponto, vem sendo a diversidade de produtos que a comerciante vai buscando para animar sua freguesia.

“Tenho macaxeira, banana comprida, banana prata, goma, mel de cana, peixes, açaí e muito mais. Tudo vende, do cheiro verde à melancia ou mamão, é questão de ter para vender porque as pessoas gostam de variar o que comem e a gente tem de buscar atender essa tendência”, assinala a vendedora.

Ter produtos básicos, como a macaxeira, o cheiro vende e bananas é fundamental para o movimento do negócio, mas molhos de pimenta, mel de cana, biscoitos e outros produtos regionais de época dá uma incrementada interessante nas vendas, segundo a empreendedora.

Diarista Necir é a tratadora dos peixes do estabelecimento - Foto Juracy XangaiDiarista Necir é a tratadora dos peixes do estabelecimento - Foto Juracy Xangai

“Agora é tempo de abacate, manga e outras frutas. Temos açaí, mas estamos na entre safra, que recomeça em janeiro, daí virão também a pupunha, bacaba, patoá e outras frutas que a gente vai ter aqui também”, diz a vendedora.

Madrugando na Ceasa para se abastecer

Mas manter o abastecimento de uma longa lista de produtos exige boa vontade para levantar-se às três da manhã todos os dias para ir à Ceasa em busca de produtos frescos para abastecer as prateleiras, além de depender de fornecedores que entreguem com regularidade.

“Acordo cedo para comprar na Ceasa. Se chegar tarde pega só a xepa que sobrou, então tenho de madrugar mesmo. Em compensação, os clientes gostam dos produtos fresquinhos. Temos fornecedores de goma, rapadura, açúcar gramixó e mel de cana, já os peixes vêm de Boca do Acre, Humaitá e Porto Velho. É muito diferente de trabalhar com roupas como eu trabalhava, mas estou pegando o jeito”, garante.

Clientes sempre em busca de produtos com mais qualidade - Foto Juracy XangaiClientes sempre em busca de produtos com mais qualidade - Foto Juracy Xangai

Tratar os peixes tirando os espinhos para quem prefere comprá-los prontos para fritar é trabalho para a diarista amazonense de Lábrea (AM), Necir Lopes da Silva Nogueira, que depois de anos fazendo bordados e salgadinhos para vender, resolveu trabalhar na diária.

“Eu já trabalhei na Ceasa, no Bujari, no Mercado Elias Mansour e em vários restaurantes, sempre como diarista. Há uns três anos eu só trabalho assim. Aqui meu trabalho principal é tratar peixe, quem é do Amazonas entende disso com certeza. Já fiz vários cursos, então preparo o peixe do jeito que o cliente quiser, especialmente os filés sem espinha. Hoje temos branquinha, jundiá e sardinha. E piau e mapará, que chegaram de Boca do Acre. Tudo de rio tem mais sabor”, completa Necir Nogueira.

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