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Peixes da Amazônia amplia produção e mira mercados dos EUA e China

Escrito por Romerito Aquino em .

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Aprovado por regime especial de fiscalização, complexo de piscicultura retoma exportações para o Peru

Maria José é uma das criadoras de peixes do complexo de piscicultura - Foto Ângela Peres, Secom-ACMaria José é uma das criadoras de peixes do complexo de piscicultura - Foto Ângela Peres, Secom-AC

Finalizado o regime especial de fiscalização, a que vinha sendo submetida pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a empresa Peixes da Amazônia, detentora do segundo maior e mais moderno complexo de piscicultura da América Latina, se prepara agora tanto para ampliar suas vendas no mercado nacional quanto para retomar as suas exportações, iniciadas em novembro do ano passado para o vizinho Peru.

A nova fase aguerrida do complexo acreano de piscicultura se inicia já com uma grande notícia relacionada ao aumento da sua produção no decorrer deste ano de 2017, conforme anunciou com exclusividade para o semanário Expresso Amazônia, o diretor presidente da Agência de Negócios do Acre (Anac), Inácio Moreira.

Peixes da Amazônia tem o segundo maior e mais moderno complexo de piscicultura da América Latina - Foto Secom-ACPeixes da Amazônia tem o segundo maior e mais moderno complexo de piscicultura da América Latina - Foto Secom-AC

Segundo Moreira, de janeiro a outubro deste ano, a produção de peixes do complexo chegou a 780 toneladas, representando um aumento de 34,4% em relação às 580 toneladas produzidas no mesmo período do ano passado. Para todo o ano de 2017, a Anac estima uma produção da ordem de 1,2 mil toneladas, que deverá representar, se confirmada, aumento de 22,4% em relação às 980 toneladas produzidas em 2016.

“Ter a vistoria especial do Ministério da Agricultura e sua auditoria, que confirmou o padrão de excelência executado pela empresa Peixes da Amazônia, representa uma certificação muito forte ao mercado”, comemora Inácio Moreira, ao confirmar que o próximo passo do complexo de piscicultura está sendo o de retomar as vendas para o vizinho mercado peruano. Na semana passada, a empresa comercializou mais 15 toneladas de peixes acreanos para a cidade peruana de Puerto Maldonado, a 220 km da fronteira com Assis Brasil.

O complexo de piscicultura gera centenas de empregos no Acre - Foto Secom-ACO complexo de piscicultura gera centenas de empregos no Acre - Foto Secom-AC

Empresa já tem licença do FDA norte-americano

Para o presidente da Anac, além de reiniciar as vendas para o mercado peruano, a Peixes da Amazônia deve expandir suas exportações para os Estados Unidos, onde já possui até licença do Food and Drug Administration (FDA), órgão federal que controla o comércio norte-americano de alimentos e medicamentos.

Outra região de interesse da Peixes da Amazônia, segundo Inácio Moreira, é vender peixes, via Hong Kong, para a China e os países de seu entorno. “Há um cliente forte para cada um desses mercados e as negociações ocorrem há mais de três meses”, assinala Moreira, ao informar que outros mercados estão sendo estudados, com sua efetivação relacionada com a definição de preços.

Sabor e qualidade do peixe acreano já conquistaram clientes dentro e fora do Brasil - Foto Secom-ACSabor e qualidade do peixe acreano já conquistaram clientes dentro e fora do Brasil - Foto Secom-AC

O presidente da Anac também revela que, em reunião recente com o superintendente do Ministério da Agricultura no Acre, ficou acertado que o Mapa vai ajudar a Anac e a Peixes da Amazônia no planejamento da logística para exportação pelo Porto de Santos (SP) e, posteriormente, para exportação ao Peru, visando a baixa de custos para vender ao mercado externo.

Ministério da Agricultura enaltece exportações de peixes, suínos e bovinos

Assinada pelo superintendente Federal de Agricultura no Estado do Acre, Francisco Luziel Cunha de Carvalho, e o diretor presidente da Peixes da Amazônia, Fábio Vaz de Lima, a nota sobre o fim do regime especial de fiscalização no frigorífico assinala que a Peixes “apresentou e executou um Plano de Ação com investimentos e treinamentos em diversas etapas de produção, o qual foi averiguado pelo Mapa a sua efetividade de implementação”.

A nota também afirma que o adequado e consistente Sistema de Inspeção Federal, em especial nas cadeias produtivas de proteínas animal, permite que “o Acre, hoje, esteja em curso com três importantes segmentos em processo de exportação, como é o caso da carne suína, a bovina e novamente a de peixes”. Esta última, segundo a nota, “vem assegurando a eliminação gradual de comércio ilegal com baixa segurança alimentar aos países vizinhos”.

Grupo de amigas degusta o sabor dos peixes amazônicos - Foto Rayele OliveiraGrupo de amigas degusta o sabor dos peixes amazônicos - Foto Rayele Oliveira

Ao final da nota conjunta, a Peixes da Amazônia reconhece o importante trabalho realizado pelo regime especial de fiscalização, “pois este assegurará um processo de produção de maior qualidade, mais eficiência e mais segurança de mercado e contribuindo com o crescimento da empresa”. A Peixes também reconhece que, “mas do que uma obediência a normas e legislação, a empresa sai deste processo fortalecida com a incorporação, na cultura de seus colaboradores, da necessidade de total atenção a segurança sanitária em todo o processo produtivo”.

Compromisso com qualidade e segurança dos produtos

Por fim, a nota conclui dizendo que, “juntos, Mapa e Peixes da Amazônia, reafirmam o compromisso com a qualidade e segurança dos produtos desenvolvidos em frigoríficos subordinados ao Sistema de Inspeção Federal (SIF), tendo sempre como foco a segurança alimentar visando a proteção e atenção aos consumidores brasileiros e ao mercado internacional”.

Chef da Sassá Sushi japonês dá aula com os peixes acreanos - Foto Diego Gurgel, Secom-ACChef da Sassá Sushi japonês dá aula com os peixes acreanos - Foto Diego Gurgel, Secom-AC

Em vídeo, o representante do Mapa, Francisco Luziel, assinala que o fim do regime especial de fiscalização no complexo de piscicultura representa um grande avanço para a indústria acreana, “considerando que a Peixes da Amazônia cumpriu todos os requisitos exigidos pelo Ministério da Agricultura”. Segundo Luziel, isso significa um avanço para o produto e para o consumidor.

No mesmo vídeo, o presidente da Peixes, Fábio Vaz, diz que o fim do regime especial de fiscalização representa uma retomada do trabalho da empresa em um grau de qualidade muito maior. “A qualidade e segurança sanitária são requisitos importantes para que a gente possa ter um mercado sólido. A gente sai fortalecido desse processo para que possamos expandir ainda mais os nossos produtos em várias regiões do Brasil e fora do país também”.

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