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Pipoqueiro faz a festa das crianças no mercado

Escrito por Juracy Xangai em .

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Sagrado para os peruanos e mexicanos, milho é um dos alimentos mais importantes e transformado em pipoca também vira alegria

Cada criança faz a sua festa com a pipoca saborosa - Foto Juracy XangaiCada criança faz a sua festa com a pipoca saborosa - Foto Juracy Xangai

Quer ver o sorriso no rosto de uma criança, dê-lhe um pacote de pipoca que será comida certamente com empolgação. Salgada ou doce, com bacon, canela, pimenta e outras invenções da modernidade, com toda sua simplicidade no fazer, a pipoca é preferida por gente de todas as idades.

Há 18 anos vendendo pipoca no calçadão do Colégio Acreano e agora fixo na pracinha de entrada do Terminal Urbano, pela Avenida Ceará, em Rio Branco, capital acreana, Francisco da Silva Rodrigues não esconde sua satisfação com a atividade e faz questão de ser chamado mesmo pipoqueiro.

Francisco sabe agradar as fregueses da sua pipoca - Foto Juracy XangaiFrancisco sabe agradar as fregueses da sua pipoca - Foto Juracy Xangai

“Passei minha infância trabalhando com a família numa colônia ali do Ramal da Piçarreira plantando mandioca para farina, milho, arroz, feijão e outras coisas, mas com o tempo toda a terra virou campo de gado e a gente se mudou para a cidade. Aqui comecei a procurar alguma coisa para fazer, fui ideando até observar os pipoqueiros, então trabalhei um ano num comércio até comprar o carrinho e conseguir autorização para vender pipoca. É um trabalho limpo, maneiro e que dá bom lucro com pouco investimento”, garante Francisco.

Enquanto a maioria dos pipoqueiros já vende um saquinho a R$ 3,00, ele mantém a venda a R$ 2,00, seja pipoca doce ou salgada e garante que não tem prejuízo. “Sempre gostei de crianças. Quando estava procurando um ofício percebi o sorriso e a satisfação com que as crianças saíam com um pacotinho na mão. Então decidi, é isso que eu quero fazer. Vendo pipoca a dois reais porque, com essa crise, as pessoas estão mesmo sem dinheiro. Às vezes, a criança chega aqui só com um real, mas leva a pipoca, porque o importante mesmo é a alegria delas”.

O sorriso marca o rosto das crianças quando recebem pipoca - Foto Juracy XangaiO sorriso marca o rosto das crianças quando recebem pipoca - Foto Juracy Xangai

Crianças aparecem de todos os lugares

E elas aparecem de todo lugar, acompanhadas ou não. Ainda atrás das grades do terminal, as crianças gritam pedindo a guloseima, atraídas pelo cheiro que invade as plataformas onde as famílias esperam os ônibus. “Tenho clientes que vêm aqui todos os dias comprar pipoca, todo mundo gosta de pipoca, criança, jovem, adultos, é uma coisa difícil de resistir. O segredo para uma boa venda é ser bem estourada, quentinha, cheirosa e com aquele sabor que encanta”, explica o pipoqueiro.

Desde o princípio, há 18 anos, Francisco preparava as pipocas doces e salgadas com manteiga, mas por insistência dos clientes, há dois anos ele acrescentou o bacon nas salgadas e canela nos doces e isso animou ainda mais as vendas. Também mantêm sempre à mão uma caixinha de leite condensado como opção para outros clientes.

Crianças e adultos gostam muito da pipoca do Francisco - Foto Juracy XangaiCrianças e adultos gostam muito da pipoca do Francisco - Foto Juracy Xangai

Optando pela simplicidade, ele não utiliza queijo, pimenta, orégano ou ketchup e outros condimentos, que muitos pipoqueiros oferecem por aí. “Pipoca já é gostosa por natureza, por isso não gosto de ficar acrescentando muita coisa, esse monte de coisas não melhoram a pipoca e às vezes até estragam o sabor”, assinala.

Francisco recorda os tempos em que circulava livre pelo calçadão em busca dos clientes até conseguir um lugar fixo na pracinha. “Andar é bom porque você vai atrás dos compradores, mas fixo é melhor porque as pessoas sobem onde é que você está. Pipoca se vende à tarde, fico aqui de uma da tarde até às oito da noite, de segunda a sábado, e é a partir das três da tarde que as vendas esquentam mesmo”, completa o pipoqueiro.

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