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Brechó salva as vendas de roupas na crise

Escrito por Juracy Xangai em .

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Para driblar a crise, comerciante mudam de ramo e inclui novas opções de vendas para garantir sobrevivência do negócio

Bancas de roupas usadas tomam a frente da loja e vendem muito bem - Foto Juracy XangaiBancas de roupas usadas tomam a frente da loja e vendem muito bem - Foto Juracy Xangai

Dizem os filósofos que o ser humano tem uma tendência natural a acomodação e só mudam quando não tem mais jeito de continuar como ou onde está. Essa verdade filosófica, ou não, está sendo comprovada na ação prática dos comerciantes que, para reanimarem suas vendas, estão buscando novos caminhos ou acrescentando opções de compras mais baratas para sua clientela.

Um exemplo real disso é a comerciante Maria Marizete Martins, proprietária da loja Mari Modas, na galeria em frente ao Mercado do Bosque, ponto em que manteve durante anos sua frutaria e mercearia, mas viu suas vendas minguarem frente às ofertas dos supermercados. Por isso, há cinco anos transformou o local em loja para a venda de roupas e lingeries. Com sucesso imediato, veio então a crise e houve nova queda nas vendas, mas desta vez decidiu incluir um brechó na frente da loja, o que está salvando seu negócio.

Mari montou brechó como alternativa de vendas aos clientes - Foto Juracy XangaiMari montou brechó como alternativa de vendas aos clientes - Foto Juracy Xangai

“A coisa mais importante no comércio é vender. Quando não vende, o negócio simplesmente morre, mas a gente tem de continuar sobrevivendo, apesar da crise. Então, quando a frutaria caiu muito, passei para as roupas e, com a queda nas vendas, há quatro meses, coloquei as bancas de roupas usadas. E hoje, por exemplo, não vendi uma única peça nova, mas muitas roupas usadas. Isso está sendo nossa salvação porque vende cada dia mais”, garante a comerciante.

Grande saída dos produtos mais baratos

Um dos segredos do brechó é ter variedade de peças para homens, mulheres e crianças de todas as idades, capricho na organização das peças e facilidade na visualização na Mari Modas, que são expostas na frente da loja. Internamente, se vendem apenas roupas novas e lingeries, mas o resto é com os clientes que viram e reviram o estoque das roupas usadas em busca do que desejam.

Parte interna da loja mantêm venda de roupas novas - Foto Juracy XangaiParte interna da loja mantêm venda de roupas novas - Foto Juracy Xangai

Mas, segundo Mari, há vários tipos de clientes para esse mercado. “A maioria dos homens vem em busca de calças jeans e camisas para trabalhar. Já as mulheres querem vestidinhos e também calças jeans que elas mesmas vão customizar a seu gosto. Também há gente que vem buscar roupas paras as crianças porque elas crescem muito rápido e logo as roupas que têm já não servem mais. Há homens e mulheres que buscam roupas de festa, pois querem curtir a vida gastando menos dinheiro”.

A proximidade do mercado do Bosque em relação ao Pronto Socorro da capital acreana é outro fator que ajuda muito a Mari Modas, segundo a sua proprietária. “Muita gente vem dos municípios ou da zona rural trazendo parentes doentes e descobre que vai ter que ficar alguns dias acompanhando os familiares, mas não veio preparado para isso. Então, correm aqui no brechó para comprarem umas roupinhas para eles e para os doentes. Isso também nos ajuda muito”, assinala a comerciante.

Mulheres vão ao brechó em busca de vestidinhos de festa - Foto Juracy XangaiMulheres vão ao brechó em busca de vestidinhos de festa - Foto Juracy Xangai

Outra vantagem do brechó em relação à sua loja convencional é a questão dos pagamentos. Mari destacou que, enquanto as peças novas mais baratas custam, em média, de 70 a 80 reais, geralmente pagas no cartão em duas ou três vezes, as pessoas que compram do brechó, por causa dos preços mais baixos, nem optam pelo cartão, preferindo pagar à vista e em dinheiro vivo.

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