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Piscicultores querem preço menor para a ração

Escrito por Juracy Xangai em .

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Pioneira na criação de Pirarucus no Acre, Fazenda Esperança continua produzindo, mas parte dos piscicultores do Bujari suspendem atividades

Alto custo da ração compromete abastecimento dos pescados - Foto Juracy XangaiAlto custo da ração compromete abastecimento dos pescados - Foto Juracy Xangai

Plantar, criar e vender, isso é fundamental para que os produtores rurais possam manter suas atividades, mas fatores de mercado podem por um fim às atividades, como é caso do preço da ração para peixes, que praticamente dobrou de preço em três anos, enquanto o quilo do pescado continua sendo vendido pelo mesmo preço de antes.

Juliano Heiji Kioki é filho do pioneiro Kionori Kioki, o primeiro piscicultor do Acre a criar e reproduzir com sucesso o pirarucu e algumas outras espécies regionais. Embora tenha sucesso na atividade, o jovem alerta para a especulação nos preços da ração no Acre, o que vem prejudicando seriamente a atividade, fator que já fez com que mais da metade dos produtores de peixe do Bujari, principal polo de piscicultores do Acre, suspendessem a produção, o que pode causar falta do produto.

Alto custo da ração está fazendo criadores deixarem a piscicultura - Foto Juracy XangaiAlto custo da ração está fazendo criadores deixarem a piscicultura - Foto Juracy Xangai

Durante anos, os piscicultores do Bujari e Panorama, em Rio Branco, abasteceram de peixes os mercados da capital e municípios próximos além de exportar boa parte do pescado para Manaus, mas essa atividade encontra-se em momento de crise há cerca de dois anos, justamente por causa do alto preço da ração, o que vem tirando a competitividade dos produtores acreanos.

Fiscalização pode evitar abusos nos preços

O pioneirismo de Kionori se vê estancado diante da realidade de mercado causado pelo alto custo da ração, cujo saco de 25 quilos era comprado, há três anos, por R$ 25 e agora está custando R$ 45 ou mais, dependendo do fornecedor.

Preço do peixe não sobe, mas o da ração dobrou - Foto Juracy XangaiPreço do peixe não sobe, mas o da ração dobrou - Foto Juracy Xangai

“Nós produtores não temos como reagir a essa situação, que é causada pela falta de fiscalização nos abusos dos preços pelos fornecedores locais. A gente sempre trabalhou criando peixes, é o que sabemos fazer, mas essa situação está afetando seriamente a atividade e hoje mais de 60% dos criadores já suspenderam a atividade porque se tornou antieconômica”, adverte Heiji.

Criando pirarucus, tambaquis, pirapitinga, pintado e matrinchã a Fazenda Esperança é referência na produção de pescado no Acre, mas vê sua principal atividade econômica ameaçada pela condição econômica.

Heiji (de guarda chuvas) comanda a venda da produção da Fazenda Esperança - Foto Juracy XangaiHeiji (de guarda chuvas) comanda a venda da produção da Fazenda Esperança - Foto Juracy Xangai

“A situação deverá se agravar mais agora durante o inverno, pois boa parte do pescado hoje à venda nos mercados de Rio Branco vem dos rios, mas quando os rios enchem os pescadores tem mais dificuldade para capturar os peixes, então haverá menos peixe para vender à população”.

Heiji alerta para outro fator. “Como muitos produtores saíram da atividade, parte do peixe já está vindo de Rondônia e outros estados para abastecer o mercado local, que antes era abastecido pela gente”. Diante dessa situação Heiji apela para que as autoridades locais olhem com atenção para essa questão que pode causar problemas de abastecimento em futuro próximo.

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