Imprimir

Acre volta ao mercado nacional da borracha

Escrito por Redação em . Publicado em Editorial

O fortalecimento da economia do Acre nos últimos anos não se deu apenas com a instalação das agroindústrias e o aumento da produção de suas cadeias produtivas, mas também com o fortalecimento e o crescimento de seu mais antigo setor econômico. Trata-se do extrativismo da borracha e da castanha, razão da migração dos nordestinos rumo à Amazônia Ocidental brasileira.

Inauguração da fábrica de beneficiamento de borracha de Sena Madureira - Foto Gleilson Miranda, Secom-ACInauguração da fábrica de beneficiamento de borracha de Sena Madureira - Foto Gleilson Miranda, Secom-AC

É o que mostram hoje os resultados de um dos programas socioeconômicos mais importantes do atual governo Tião Viana, o Florestas Plantadas, que já resultou no plantio de mais de 1,6 milhão de árvores de seringueiras nos últimos seis anos. São mais de três mil hectares de seringueiras espalhados por todo o estado, que começam a ser sangradas com a nobre missão de recolocar o Acre no mercado nacional de borracha.

Além de adensar a floresta acreana, esse gigantesco plantio de seringueiras deve representar mais de 3% do mercado produtor de borracha do país, gerando uma renda para cerca de mil famílias de pequenos produtores rurais da ordem de R$ 54 milhões, o que pode representar uma renda mensal de R$ 4,5 mil para cada uma das famílias.

O programa Florestas plantadas veio se somar aos investimentos realizados pela Cooperacre, com apoio do governo local, que permitiram o aumento da produção e o crescimento do processo de beneficiamento da castanha no próprio estado, o que lhe permitiu aumentar as vendas para o Centro-Sul do país e as exportações para mercados como o dos Estados Unidos e os da União Europeia.

Esse é o principal destaque da 57ª edição do semanário Expresso Amazônia, um jornal especializado em economia amazônica, que veio mostrar como vem se dando o desenvolvimento econômico e social nesta região detentora da maior, mais rica e mais bela floresta tropical do mundo, considerada essencial para o equilíbrio climático do nosso planeta.

Além de destacar esse grande programa de reflorestamento, o jornal traz matérias sobre o início do período de seca da Amazônia, que já preocupa os produtores e as autoridades dos estados da região, obrigando alguns deles, como o Amazonas, o maior de todos, a já decretar regime de alerta contra o avanço da estiagem.

O semanário também destaca matérias sobre o aumento do calor na região e sobre o início da produção de delicioso e nutritivo melão caboclo. A edição se completa com matérias sobre a mudança dos ramos do empreendedorismo na região, sobre o cadeirante que vende em Rio Branco muitos bilhetes premiados do Acre Cap e sobre a fantástica história dos cinco índios isolados que conheceram pela primeira vez uma cidade, no interior do Acre. Boa leitura a todos.