Imprimir

Assessor do Governo Temer reconhece Acre como referência na luta por independência econômica

Escrito por Tião Maia em .

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Técnico visitou empreendimentos do governo estadual e disse que ficou impressionado com o que viu: “O Acre fazendo política de Estado e não de Governo e está dando lições ao mundo de como se deve combater a crise”

Evaldo da Silva é coordenador-geral para a promoção de investimentos estrangeiros, do Ministério da Agricultura - Foto Tião MaiaEvaldo da Silva é coordenador-geral para a promoção de investimentos estrangeiros, do Ministério da Agricultura - Foto Tião Maia

Coordenador-geral para a promoção de investimentos estrangeiros – órgão vinculado ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo do presidente Michel Temer, o administrador Evaldo da Silva Júnior passou os últimos dias no Acre. Ele visitou empreendimentos executados pelo Governo do Estado em parceria com os empresários locais, como a Peixes da Amazônia, e, ao deixar Rio Branco nesta sexta-feira 6, disse ter ficado impressionado com o que está sendo feito pelo Governo local para tirar o Estado da dependência econômica do governo federal e que o Acre pode vir a ser uma referência internacional sobre como se deve agir em momentos de crise, como a que está sendo vivenciada pelo país.

Quando indagado se as declarações e os elogios feitos a um governo do PT não o trariam embaraços dentro do Ministério e do Governo dos quais faz parte, Evaldo da Silva Júnior disse que é um técnico que, mesmo fazendo parte de um governo adversário, não poderia deixar de reconhecer o que está sendo feito no Acre pelo governador Tião Viana e sua equipe. “Vou dizer isso ao ministro”, afirmou. O Ministro, no caso, é o senador licenciado Blairo Maggi.

Evaldo da Silva Júnior está percorrendo o país em busca de empreendimentos capazes de causar interesse internacional, a sua área de atuação no Ministério da Agricultura. “Confesso que saio daqui bastante impressionado e ouso dizer que o Acre é um exemplo para o país e para o mundo sobre como se deve enfrentar crises econômicas”, disse. A seguir, os principais trechos da entrevista como o técnico.

Evaldo da Silva Júnior destaca que o Acre está dando lições ao mundo de como se deve combater a crise - Foto Tião MaiaEvaldo da Silva Júnior destaca que o Acre está dando lições ao mundo de como se deve combater a crise - Foto Tião Maia

Dentro da estrutura do Governo Federal, o senhor faz exatamente o que?
Eu sou responsável e coordenador geral da área de investimentos estrangeiros e cooperação internacional no Ministério da Agricultura.

Sua atividade então compreende a promoção de negócios?
Sim. Na verdade, essa nossa coordenação geral faz parte da Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio e do Departamento de Promoção Internacional. É o órgão, dentro do Ministério da Agricultura, que faz toda a promoção comercial das empresas e dos produtos brasileiros com o exterior, tentando auxiliá-los e ajudá-los a exportar mais e também a área que faz a atração de investimentos estrangeiros, buscando investidores para porem dinheiro aqui no Brasil.

Antes de vir ao Acre, o senhor havia passado por algum outro Estado? O que de fato os senhores e o Governo buscam?
Na verdade, o que estamos fazendo é parte de um programa do Governo, o Agro Mais Investimentos, um programa nacional através do qual nós vamos passar por todos os estados brasileiros.

O Acre então foi o primeiro Estado visitado?
Já estivemos no Rio Grande do Sul e também visitamos o bloco que chamamos de “Matupiba”, que representa as siglas de Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Estamos dando continuidade a um trabalho que havia sido iniciado anteriormente. Estou me deslocando daqui para Rondônia e a semana que vem estaremos no Maranhão, Pará e Amapá... e por aí vai.

Evaldo da Silva Júnior destaca que o Acre está dando lições ao mundo de como se deve combater a crise - Foto Tião MaiaEvaldo da Silva Júnior destaca que o Acre está dando lições ao mundo de como se deve combater a crise - Foto Tião Maia

O que chamou sua atenção aqui no Acre? Há algo aqui que pode preencher suas expectativas em relação ao seu trabalho?
Olha, eu digo com tranquilidade que o que encontrei aqui foi uma grata surpresa. O que encontrei aqui foi algo que não encontrei em outros estados em relação a projetos de investimentos para que a gente possa apresentar e mostrar isso para os investidores estrangeiros, para que eles possam vir colocar seus recursos aqui no Brasil. Em muitos Negócios do Governo do Estado, nós já encontramos algo praticamente pronto. É fantástico o que está acontecendo aqui. No Acre, nós já temos condições de sairmos imediatamente, com o que já existe aqui, para uma bela apresentação no exterior. A Peixes da Amazônia é algo que pode servir de modelo para projetos desse tipo, em nível nacional e mundial inclusive. Digo que ele está tão bem concebido e tão bem implantado que tem tudo para se destacar, não só no cenário nacional como internacional. É um modelo fantástico porque inclui o frigorífico, a fábrica de rações, a produção de alevinos. A Peixes da Amazônia é um grande cartão de visita para o Acre no exterior.

O senhor acha então possível colocar o peixe da Amazônia em nível internacional?
Tenho absoluta certeza. Temos um mercado mundial de peixe em absoluta expansão. Na verdade, a carne mais consumida e negociada no mundo é o pescado. Só que o Brasil, hoje, representa apenas 0,2% desse mercado mundial. O grande desafio que nós temos pela frente é o de aumentar esse percentual de participação brasileira nesse mercado em expansão e o que vimos aqui, na Peixes da Amazônia, é o grande exemplo que nós queremos copiar.

Na sua avaliação, além do peixe, o Acre teria outro produto que poderia sobressair-se no mercado internacional?
Pelo que observei, outro grande produto é a madeira e a castanha. O Acre tem também a carne de frango, de suíno e encontramos aqui um produto que não conhecíamos na região que é a carne de cordeiro, muito apreciada e bem produzida aqui. Tudo isso mostra que o Acre está muito bem preparado para atuar no cenário internacional. Por isso, com certeza usaremos o Acre como modelo nessa corrida pelos demais estados, notadamente naqueles que tiverem a necessidade de buscar um modelo.

Assessor do governo federal sendo entrevistado pelo jornalista Tião Maia - Foto CedidaAssessor do governo federal sendo entrevistado pelo jornalista Tião Maia - Foto Cedida

O fato de o senhor ser um técnico do governo do presidente Michel Temer e fazer esses elogios a um governo do PT, adversário visceral do atual governo, não lhe traria embaraços em Brasília? O senhor está preparado para isso?
Creio que não me causaria embaraço algum porque, primeiramente, eu sou técnico. Eu não tenho nenhuma filiação partidária, não tenho atuação na política partidária. Atuo numa área técnica e, em momento algum, dentro do Ministério da Agricultura, tive qualquer orientação para me relacionar ou não com esse ou aquele governo por orientação política ou partidário. Portanto, não tenho constrangimento algum em elogiar algo que está sendo bem feito e bem construído, que servirá, inclusive, como cartão de visita do Brasil no exterior. O que está sendo construído aqui é política de Estado e não de Governo, algo tão bem feito que qualquer governo que venha substituir o atual, seja de qualquer orientação partidária que for, terá que seguir em frente com os projetos que estão sendo implementados pelo governo atual, por se tratar de algo bem pensado como política de Estado e não de Governo.

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn