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Campo do Agronegócio da Expoacre mostrará as inovações tecnológicas e benefícios alcançados pelo setor rural do Estado

Escrito por Tião Maia em .

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Espaço deverá receber a média de visitas de pelo menos 400 pessoas por dia e movimentar em torno de R$ 50 milhões em negócios, diz secretário José Reis

Pelo terceiro ano consecutivo, a feira agropecuária Expoacre, na versão de 2017, contará com uma área de 13 hectares destinada à exposição de agronegócio, palestras e diversos cursos sobre as inovações tecnológicas no campo, tanto para pequenos, médios como grandes produtores. Ali, durante todo o período de 22 a 30 de julho, haverá abordagens sobre pecuária de corte, gado leiteiro, genética, melhoria de pastagens e outros assuntos de interesse da comunidade produtora.

O espaço será aberto nesta segunda-feira, 24, informou o secretário de Agricultura e Pecuária (Seap), José Carlos dos Reis, responsável pela experiência. O espaço vem chamando tanto a atenção que o governador Tião Viana abriu sua agenda, na semana passada, paea prestigiar o local cuja inauguração oficial ocorre nesta segunda-feira. A seguir, os principais trechos da entrevista do secretário José Reis, a seguir:

Secretário, outros organizadores da Expoacre já disseram que, desde que passou a ser promovida pelo atual governo, o evento deixou de ser um grande arraial, para ser de fato uma feita de negócios. Pergunto: o que o produtor e o interessado vão encontrar nesta feira deste ano em relação ao Agronegócio?

José Carlos Reis – Estamos muito otimistas em relação à Expoacre 2017 porque este já é o terceiro ano seguido em que participamos do evento expondo lá no parque nossa parte do que diz respeito ao agronegócio. Estaremos lá com o Campo do Agronegócio, um espaço em que procuramos mostrar alternativas ao homem do campo, seja grande, médio ou pequeno produtor, alternativas que o leve a melhorar o seu negócio. A cada ano em que apresentamos isso, levamos alternativas para o produtor rural. Para nós, na feira deste ano, nós temos algo interessante a exibir.

O quê, por exemplo?

Nós trouxemos a pecuária lá para o fundo do parque de exposição, para o Campo do Agronegócio. Nós vamos mostrar lá algo que é feito nos grandes estados produtores – aliás, poucos estados estão fazendo isso – que é o ranqueamento a campo dos animais. O que é isso? É uma prática que possibilita ao produtor que não está criando os animais em baias – portanto, a campo – possa levar seus animais para o Parque de Exposições para que sejam avaliados por um juiz – especialista e imparcial -, que vem de fora avaliar. Isso vai permitir que esse rebanho seja ranqueado e melhor avaliado. Na hora em que o criador for vender um descendente ou até mesmo o próprio animal, esta UA (unidade animal) está ranqueada e, portanto, valendo um pouco mais. Esta é a ideia: o campo do agronegócio tem que gerar negócios. Por isso, trabalhamos durante o dia porque é durante o dia que vamos expor todas as operações de conhecimento em relação ao agronegócio. Lá teremos técnicos da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Ifac (Instituto Federal do Acre) e da nossa própria Seap. Por esse motivo estamos convencidos de que podemos passar muito conhecimento aos produtores. Por isso, esse esforço grande que o nosso Governo faz de trazer, da dona rural para o parque de exposições, os produtores aos quais queremos mostrar o que temos e como poderemos ajudá-los em termos de tecnologia. É um custo muito alto fazer isso, mas nós fazemos isso com o coração aberto porque sabemos que o produtor, pequeno ou grande, quando ele sai de lá, está com uma cabeça totalmente diferente porque ele esta carregado de conhecimento.

Essa preocupação é só na área da agropecuária?

De jeito nenhum! Temos, na área da agronomia, muitas inovações este ano. Por exemplo: estamos trazendo para o Acre experiências com a soja, que está plantada no parque do agronegócio. Estamos fazendo experiências também com o arroz – arroz que está rendendo muita liquidez para o homem do campo. Para nós, liquidez é o produtor ter dinheiro de forma mais rápida na mão dele. Quem plantou arroz este ano, vendeu muito rápido o produto, o que nos chamou a atenção para investirmos também nesta cultura. Então, o arroz está entrando como novidade no campo, além da soja. Mas estamos trabalhando também a questão das graminhas para pastagens. A Embrapa, em parceria conosco, está lançando um tipo de capim novo que tem um poder muito alto de proteína e é também uma das novidades do setor da pecuária. A Embrapa vai fazer lá no Campo do Agronegócio demonstração direta do plantio desta novidade.

O Campo do Agronegócio é um laboratório de experimentos?

É uma unidade demonstrativa, na qual a gente capta os experimentos já realizados e estamos levando para lá na esperança de transferir isso para os produtores. Quando a gente fala no Campo do Agronegócio, não significa que estamos pensando na exclusão do pequeno, na agricultura familiar. O pequeno agricultor está lá tendo a oportunidade de ver o café, a banana, o arroz e o milho, produtos que estão dentro da agricultura familiar.

Como é que funciona a coisa lá? Os senhores trazem pesquisadores párea dizerem como se deve plantar, cuidar e colher? É isso?

É, a intenção é essa. Vamos ter inúmeras palestras com os mais diversos pesquisadores e com o pessoal da nossa secretaria também, que vai atuar na área de veterinária. Nós temos, por exemplo, excelentes profissionais nesta área e todo esse corpo técnico vai estar à disposição dos produtores que nos procurarem. Porque a ideia é que nós possamos produzir sempre mais num espaço cada vez menor, sem desmatar, sem queimar, como propõe o governador Tião Viana. Nossa intenção é aplicarmos cada vez mais na prática a integração agricultura-lavoura-pecuária. Temos que recuperar as áreas que já estão abertas. O Plano ABC, tanto defendido pelo nosso governador, traz isso na sua essência. É a agricultura de baixo carbono, o significado daquela sigla, que estamos buscando. Quem for lá ao Campo do Agronegócio vai ver isso.

E na área da mecanização, há novidades?

Lá também faremos demonstrações das nossas modernas máquinas que nos ajudam, por exemplo, na expansão da lavoura da macaxeira, que é outra das nossas inovações. Temos bons exemplos de uma quantidade grande de mandioca plantada com tecnologia. Quem nos visitar, vai ver tudo em tecnologia: como é que a máquina trabalha, como é que se planta, como se ara a terra, como se colhe, o espaçamento. Vamos mostrar os nossos equipamentos mais modernos, como o caminhão que descasca café na propriedade do produtor e, na área da pecuária, vamos expor a raça Senepol, um gado que está chegando com muita força no nosso estado e que vamos ter técnicos do Senepol em Rio Branco para auxiliar os interessados sobre esse gado e como se deve ocorrer seu cruzamento com o Nelore. Enfim, o Campo de Agronegócio da Expoacre é um usina de saberes.

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É possível fazer negócios a partir daqui?

O ano passado, o campo do agronegócio, aqui dentro da feira, movimentou uma média de pelo menos R$ 40 milhões. Vamos trabalhar para ver se aumentamos isso em pelo menos mais dez milhões. O importante é que as pessoas interessadas possam vir aqui, assistir palestras, obter informações sobre as inovações no campo o que estamos nos propondo

Como as pessoas terão acesso a isso aqui?

Temos uma estrutura de ônibus para buscar os pequenos produtores do Acre, para que eles possam entrar com uma visão e saírem com outra, cheia de novidades. Além disso, vamos ter empresas vendendo equipamentos e serviços. É um espaço para que o produtor faça bons negócios e agregue conhecimento. Na realização do Campus, o governo conta ainda com o apoio das Secretarias de Extensão Agroflorestal e Produção Familiar (Seaprof), Desenvolvimento da Indústria, do Comércio e dos Serviços Sustentáveis (Sedens), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto Federal do Acre (Ifac), Sebrae. Além disso, também apoiam o evento os Bancos da Amazônia (Basa), do Brasil e Caixa Econômica Federal.

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