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A alegria está nas ruas da Amazônia

Escrito por Juracy Xangai em . Publicado em Especiais

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Viajando pelas cidades, artistas de rua se exibem no asfalto em troca de moedas

Heverson e Lucia trocam garrafas num show sobre o asfalto - Foto Juracy XangaiHeverson e Lucia trocam garrafas num show sobre o asfalto - Foto Juracy Xangai

Eles estão por toda parte, são brasileiros, peruanos, colombianos e europeus que passam pelas ruas de Rio Branco e do Brasil exibindo habilidades circenses com bolinhas, garrafas e facões ou pedalando monociclos, enquanto equilibram ou manobram os mais diversos objetos.

São artistas de rua que, livres ou organizados em companhias, viajam pelo Brasil, América Latina e Europa enfeitando as ruas com suas exibições alegres, às vezes acompanhados de músicos, que se revezam entre apresentações no asfalto ou dentro dos ônibus. Em toda parte, as pessoas de boa-vontade doam moedas ou trocados que ajudam na sua sobrevivência.

O artista de rua tem muita habilidade e vive viajando para várias cidades e países - Foto Juracy XangaiO artista de rua tem muita habilidade e vive viajando para várias cidades e países - Foto Juracy Xangai

A dupla Heverson Silva e Lucia Gomes, ele peruano e ela da Colômbia, fazem parceria numa viagem em que acabam de passar 20 dias em Rio Branco a caminho do Nordeste, a fim de conhecer a paisagem, a língua e os costumes brasileiros. Nessa viagem, Heverson pedala o monociclo no asfalto cruzando no ar as garrafas de malabarismo que Lucia devolve em movimentos rápidos e precisos, que chamam a atenção dos motoristas e pedestres passantes.

Heverson explica que sua veia artística veio da infância, quando foi criado em Lima, capital peruana, onde há muitas escolas artísticas. Ele não procurou uma escola circense, mas sim pessoas que praticam várias artes pelas quais se interessou.

Artista equilibra bolas enquanto atira garrafas e as gira - Foto Juracy XangaiArtista equilibra bolas enquanto atira garrafas e as gira - Foto Juracy Xangai

“Há companhias percorrendo Brasil e outros países, mas eu sou um malabarista independente, que aprendeu a trabalhar pela boa-vontade de pessoas que dominavam suas artes. Assim, aprendi o manejo do monociclo sobre o qual me equilibro enquanto faço malabarismos com Lucia. Aprendi música tocando charango, trompete, violão e harmônica (gaita)”, assinala o artista.

Sobrevivência entre a arte e o artesanato

As apresentações contribuem na sobrevivência da dupla, pagando alimentação e hospedagem básicas. Enquanto viagem, também vendem artesanato, mas as apresentações na rua vão muito além de um trabalho, esclarece Heverson.

“Atuar na rua é estar livre, vendo e convivendo com as pessoas. Enquanto estou atuando, observo a admiração das pessoas que estão nos carros, as expressões em suas faces, admiradas, sorriem. Se ficam sorridentes, eu fico feliz porque estou levando alegria a outras pessoas. Muitos nos dão dinheiro, precisamos dele, sei que outros gostariam de dar e não podem, eu entendo”.

O circo está na rua como um negócio de lazer e sobrevivência dos artistas - Foto Juracy XangaiO circo está na rua como um negócio de lazer e sobrevivência dos artistas - Foto Juracy Xangai

Já Lucia Gomes aprendeu suas artes em Bogotá, na Colômbia, onde também há boas escolas de arte, mas preferiu tornar-se autodidata, buscando a companhia dos que já faziam malabarismo pelo prazer da arte.

“A arte é nossa vida, vivemos por ela e para ela, é a nossa felicidade, seja no malabar, na música ou no artesanato, fazemos o que gostamos e por isso somos felizes. Neste momento estamos numa viagem de busca, queremos aprender mais sobre o Brasil e sua gente, sua comida, suas artes e paisagens. Queremos avançar mais”, diz a artista.

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