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Governador Tião Viana denuncia omissão do governo federal para a tragédia do narcotráfico na Amazônia

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O governador do Acre, Tião Viana, denunciou a omissão do governo federal com relação à tragédia do narcotráfico na Amazônia brasileira. “Lamentavelmente, o governo federal é omisso na luta contra o narcotráfico na Amazônia, salvo pela bravura de parceiros do Exército, PF e PRF”, disse Viana, nas redes sociais.

Tião Viana defende ação conjunta do governo federal e dos governos estaduais no combate ao narcotráfico na Amazônia Foto Divulgação

Segundo o governador, sem a prioridade de uma grande força tarefa nacional, unida com os estados da região, não haverá solução para o grave problema do narcotráfico. “Sem uma grande força tarefa nacional, priorizada, com grande união com os estados, estaremos ‘enxugando gelo’. O narcotráfico está solto”, escreveu o governador.

Ele fez os comentários ao falar dos esforços que o seu governo vem empreendendo nos últimos dias para combater o crime organizado ligado ao narcotráfico. “Muitas prisões de bandidos à noite, foram as respostas das nossas forças policiais a mais uma covarde tentativa do crime contra três ônibus”, assinalou.

Mostrando sua disposição de lutar contra o avanço do crime organizado no seu estado, que faz fronteira com os maiores produtores de cocaína do mundo, que são o Peru e a Bolívia, Tião Viana destacou que “a cada covarde alternativa de intimidação por criminosos, mais firme será a resposta do Estado”.

Ausência de ação coordenada pelas forças federais

Só a ação de forças federais e estaduais haverá de combater o gigantismo do narcotráfico na Amazônia Foto Divulgação 1

Os dados policiais indicam que o narcotráfico vem avançando muito na Amazônia nos últimos anos, principalmente devido à ausência de uma ação coordenada de forças federais com forças estaduais, o que jamais foi feita por iniciativa do governo central do país.

Só para se ter um a ideia, a comercialização de drogas hoje, com origem principalmente nos países produtores da América do Sul, com os quais a maior parte dos estados da Amazônia fazem fronteiras, é o segundo ramo de atividade econômica do planeta, sendo superada somente pelo comércio de armas, gerando uma receita aproximada de US$ 500 bilhões.

No Brasil, o contrabando de armas, roubadas e desviadas das forças policiais de boa parte dos países fronteiriços, também é muito elevado e se constitui, junto com o tráfico de drogas, num dos maiores problemas do avanço do clima de insegurança nas principais cidades brasileiras.

Ao analisar o processo de securitização do narcotráfico na Amazônia, o professor Fernando Corrêa dos Santos, da Universidade Federal de Rondônia (Unir), fala da facilidade natural da expansão do narcotráfico na região, que integra nove estados brasileiros. Ver aqui o estudo.

“Parte-se da hipótese que a fronteira tem um caráter de fluidez, troca e mobilidade e isso, além de favorecer o intercâmbio legal das transações dos estados, firmas e pessoas, também pode propiciar ações ilegais como os crimes transnacionais”, assinala o professor da universidade rondoniense.

Segundo ainda o estudioso, “na fronteira amazônica, por suas particularidades socioambientais, a problemática do narcotráfico é latente e o Estado Nacional urge em formar políticas que visem minimizar o problema nos setores político, econômico, ambiental, social e militar”, assinala Santos.

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