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Robôs acreanos em disputa nacional

Escrito por Juracy Xangai em . Publicado em Especiais

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Alunos do Sesi constroem robôs que vão disputar competição nacional de mecatrônica

Estudantes se concentram na criação de vários tipos de robôs - Foto Juracy XangaiEstudantes se concentram na criação de vários tipos de robôs - Foto Juracy Xangai

Máquinas que enxergam, reconhecem cores e desempenham tarefas programadas em computadores foram apresentados por crianças e adolescentes da Escola Sesi, no Espaço da Indústria, durante a Expoacre deste ano de 2017.

As traquitranas eletrônicas parecem um tanto mágicas para quem não é do ramo e vê aparentes brinquedinhos realizando tarefas um tanto complexas ou repetitivas, substituindo o ser humano em trabalhos de risco para que as pessoas vivam melhor. É essa a essência fundamental da robótica, tão admirada quanto temida ao mesmo tempo.

O avanço tecnológico é fundamental para o desenvolvimento econômico e humano nesse mundo, onde Luiz Gustavo de Souza, de 12 anos, cursando o sétimo ano na Escola do Sesi, será o único menino que vai se somar a três meninas de até 14 anos para representarem o Acre na Olímpiada Brasileira de Robótica, que acontecerá em novembro deste ano na cidade Curitiba, capital do Paraná.

Máquinas de lego marcam início do aprendizado em robótica - Foto Juracy XangaiMáquinas de lego marcam início do aprendizado em robótica - Foto Juracy Xangai

“Comecei montando carros e aviões de lego. Agora, um robô que muda de direção de acordo com as cores que vai encontrando pelo caminho. Mais um carro que recolhe e amassa o lixo para reciclagem. A gente precisa pensar em coisas úteis, que facilitem a vida das pessoas. No caso desta máquina, ela tem até um dispositivo que impede alguém de se acidentar nela”, diz Luiz Gustavo que agora se aplica mais ainda nos estudos da robótica para fazer bonito representando o Acre em Curitiba.

Quanto à complexidade das pequenas máquinas, ele esclarece que tem de combinar alguns cálculos de matemática e compreender a mecânica da máquina. “Montar é fácil, mas é preciso programar. Isso é um pouco mais complicado porque, quando a gente erra alguma coisa, o robô fica doido. Mas alguns já vem com um programa que corrige os erros, isso facilita as coisas. De qualquer maneira, é muito legal construir e programar estas máquinas que podem ser muito úteis às pessoas”, assinala o aluno.

As maravilhas mecatrônicas encantam os alunos

A professora Gorete Matos, formada em história e que há quatro anos atua como técnica de robótica nesse projeto específico da Escola Sesi, esclarece que todos os mais de mil alunos recebem instrução prática na sala de robótica pelo menos uma vez por mês, mas o ensino diário acontece de forma transversal em todas as disciplinas especialmente em matemática, ciências e geografia.

Pedro Moreno montou carrinho de corrida que pode atingir 100 km - Foto Juracy XangaiPedro Moreno montou carrinho de corrida que pode atingir 100 km - Foto Juracy Xangai

“O aprendizado da robótica é transversal. Ou seja, cabe em todas as áreas do conhecimento, que vai sendo transmitido como um uso prático para benefício das pessoas. Logo que tomam constato com isso, as crianças ficam fascinadas”, assinala a professora Gorete Matos.

Segundo ela, o ensino começa a partir da quinta série, onde se tem notado que as meninas se dedicam mais ao conhecimento, enquanto os meninos se entretêm mais com os jogos. “Por isso, a equipe que vai representar o Acre na Olímpiada Brasileira de Robótica terá três meninas e um menino”, afirma Gorete.

Mas não basta gostar de robótica para ir à olímpiada, pois os critérios também consideram a atenção do aluno às aulas normais, as suas notas e o bom comportamento na escola, além da dedicação às máquinas. Embora a mecatrônica integre o currículo da escola há apenas quatro anos, esta será sua segunda participação na olímpiada, já que a primeira aconteceu em 2015 quando conquistou o 24° lugar dentre as mais de 60 equipes de todo o Brasil.

Professores e alunos, um aprendizado constante e transversal às outras matérias - Foto Juracy XangaiProfessores e alunos, um aprendizado constante e transversal às outras matérias - Foto Juracy Xangai

Maria Isabelli Silva Mastub, aluna do quinto ano, apaixonou-se pelas maquinetas começando, como os demais, pelas de lego, que se constrói peça a peça antes de introduzir os elementos mecânicos. “Adorei montar as máquinas de lego. Daí fui montar os carrinhos e fiz este que nós programamos para aumentar ou diminuir a velocidade conforme a tarefa. Seu diferencial está na caixa de marchas além de maior controle. É muito legal”, assinala.

Já Pedro Bernardino Moreno, também do quinto ano assinala que “fazer robôs é demais”. “A gente aprende muito com eles, então não foi tão difícil de montar este carro de corrida, que anda até 100 km por hora. Além do mais, temos a professora, que nos orienta, e uma equipe que nos ensina a montar, programar e até se organizar de acordo com a necessidade”, completa Moreno.

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