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Empresário George Teixeira: um acreano no topo do mundo

Escrito por Tião Maia em . Publicado em Especiais

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Empresário George Pinheiro assume o cargo mais importante da área comercial dos países de língua portuguesa

George Pinheiro sempre representa o Acre em todo lugar que vai no mundo - Foto DivulgaçãoGeorge Pinheiro sempre representa o Acre em todo lugar que vai no mundo - Foto Divulgação

Membro de uma família de comerciantes que atua na região desde os anos 50, o empresário George Teixeira Pinheiro, líder do grupo Irmãos Pinheiros, que administra os mais antigos hotéis da capital acreana – Inácio Pálace Hotel e o Hotel Pinheiro - aos 67 anos é o atual presidente da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), entidade que reúne 2.300 Associações Comerciais em todo o Brasil e é a organização empresarial mais antiga do país, aliás das Américas. A primeira Associação Comercial do Brasil foi criada em Salvador, na Bahia, há 217 anos.

Ainda sob a gestão do acreano George Pinheiro, cujo mandato vai até ao final do ano que vem, a CACB e a Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Paraná (Faciap) estão preparando um encontro que vai buscar pautar a agenda econômica para o país, que será realizado de 18 a 20 de outubro, em Foz do Iguaçu, no Paraná, no 4º Fórum Nacional CACB Mil e da XXVII Convenção Anual da Faciap.

Mas, na semana que passou, o que agigantava o empresário George Pinheiro, do alto de seus 1m55, era sua aclamação para o exercício de um dos mais importantes cargos da representação comercial em nível internacional: o de presidente de Honra da CE-CPLP (Confederação Empresarial da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), que acumula com o de presidente da CACB e Diretor do - ICC e WCF, que é a Organização Mundial das Câmaras de Comércio, da qual participam mais de 200 países.

George Teixeira é casado com dona Helerdice e pai de Fabrício e Fabíola, que dirigem suas empresas quando ele se dedica à política de classe como representante dos comerciantes. Ele deu a seguinte entrevista ao semanário Expresso Amazônia.

George Pinheiro em audiência com o governador Tião Viana e a chefe da Casa Civil do Acre, Márcia Regina - Foto Secom-ACGeorge Pinheiro em audiência com o governador Tião Viana e a chefe da Casa Civil do Acre, Márcia Regina - Foto Secom-AC

Como se deu a sua iniciação como comerciante?
Diria que isso se deu de forma natural. Meu pai, Inácio, um nordestino que veio para o Acre na década de 40, primeiro foi seringueiro e tornou-se comerciante alguns anos depois. Ele faleceu em 1965 e nos deixou o exemplo. Outro exemplo na área foi meu avô, pai da minha mãe, que veio para o Acre em 1903. Ele nasceu na Boca do Acre (AM), como nós todos da família. Somos empresários desde 1970, quando iniciei com a construção do Inácio Pálace Hotel, e em seguida trouxe meu irmão Getúlio Pinheiro, que é meu sócio até hoje. Os negócios hoje são tocados praticamente pelo Getúlio, e nossos filhos, o Fabrício, e a Fabíola Fabrício, e os filhos do Getúlio, o Get, o Fred e o Alan. Temos hoje diversos outros negócios, que eles administram e eu dedico mais a cuidar destas outras atividades públicas empresariais, junto com minha mulher Helerdice.

Qual o significado desta sua posse neste cargo na área do comércio internacional, ocorrida na semana passada, em Lisboa?
Muito importante. Me sinto honrado, não só por ter sido escolhido para este cargo, mas pelos demais, mesmo já sendo vice-presidente desta entidade, o cargo de presidente de honra, nos dá muito mais representatividade e responsabilidades. No próximo ano, seremos responsáveis por coordenar e dirigir o encontro Empresarial e Político da UE-CPLP aqui no Brasil, que contará com a presença de nove presidentes da República, que já estão confirmados, e dos mais destacados empresários desses países. Faremos este evento no meio do próximo ano em Brasília.

George Pinheiro preside hoje a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) - Foto DivulgaçãoGeorge Pinheiro preside hoje a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) - Foto Divulgação

Qual era a outra representação que o senhor vinha exercendo em nível nacional e qual a atividade concreta disso?
Sou atual presidente da CACB, que é composta por 27 Federações das Associações Comerciais de todos os estados brasileiros, e que congregam 2.300 Associações Comercias em todo o país. Temos a mais importante representação política desta entidade mais antiga do país, que congrega mais dois milhões e trezentos mil empresas associadas. Temos todo o tipo de serviço de atendimento aos empresários no país, como por exemplo, somos a maior emissora de Certificado Digital, de Certificado de Origem, o Serviço de Proteção ao Crédito, SCPC, a Boa Vista de Serviços de informação Bancária, Cadastrais, Cartões de Credito, de serviço, de telefonia, e etc.

Frente Parlamentar defende comércio e serviços no Congresso Nacional

A que outras entidades o senhor é ligado?
A CACB é uma das fundadoras do Sebrae Nacional e hoje somos vice-presidente do Conselho Nacional do SEBRAE. Fomos convidados e fazemos parte do Conselhão da República. Juntamos e fazemos parte como dirigente de uma nova entidade chamada UNECS, União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços, composta por nós, CACB, pela ABAD, Abras, Abrasel, Alshop, Anamaco e CNDL. Formamos a maior organização de entidades, de livre adesão, em defesa do Comércio e Serviços. Isto fez com que defendêssemos e criamos uma Frente Parlamentar Mista de Defesa do Comércio e Serviços do Brasil, no nosso Congresso Nacional.

Empresário George Pinheiro e esposa Helerdice com filhos e netos - Foto DivulgaçãoEmpresário George Pinheiro e esposa Helerdice com filhos e netos - Foto Divulgação

Qual o significado para um acreano, nascido nos seringais da Amazônia, chegar à condição de dirigente internacional do comércio?
É muito honroso e me sinto muito prestigiado por todos os demais pares empresários das Associações Comerciais do Brasil, mas também reconhecido pelas demais entidades empresariais do país e do exterior. Desde a década de 80, participo desta entidade, a CACB, tendo exercido a maioria de seus cargos, diretor, secretário, vice-presidente, e nos dois últimos mandatos anteriores fui seu diretor financeiro. É realmente muita responsabilidade e de muito conhecimento, poder compartilhar com meus pares de outras entidades, tanto nacional, quanto internacional.

Desde quando começou a partilhar seus interesses particulares de empresário com o de dirigente classista?
Praticamente desde que iniciei minhas atividades empresariais, participo das nossas entidades de classe. Fui presidente da Associação Comercial do Acre no início dos anos 80. Fui presidente da Federacre e um dos fundadores do Sebrae-Acre e também seu dirigente. Fui fundador e vice-presidente da Federação do Comércio do Acre na primeira gestão. Fui presidente por muitos anos da associação Brasileira de Hóteis (ABIH), do ACRE, e representante da ABIH Nacional durante muitos anos, participei de diversas missões empresariais nos mais diversos estados do país e em muitos países do mundo, em eventos privados e públicos. Representando não só estas entidades, mas também outras que dirigi, como Maçonaria e Rotary International.

Empresário acreano é vice-presidente do Conselho Nacional do Sebrae - Foto DivulgaçãoEmpresário acreano é vice-presidente do Conselho Nacional do Sebrae - Foto Divulgação

Essas suas funções, tanto em caráter nacional e internacional, podem ajudar o comércio e o próprio Estado do Acre de que forma?
De muitas formas. Primeiro, na divulgação do nome do Acre. Em todos os meus pronunciamentos, faço questão de destacar nosso Estado do Acre e temos uma atuação permanente em defesa dos interesses do Acre. Sou Consul Honorário do Peru, no Acre, em Rondônia e no Mato Grosso, há mais de 20 anos, sempre com este objetivo de defender os interesses brasileiros, mas, sobretudo, os da nossa região. Já lideramos missões empresariais do Acre para diversos países com este objetivo, principalmente nos eventos políticos do país, todos sabem da defesa que faço dos interesses do nosso Estado.

Como dirigente do comércio nacional e internacional, como o senhor analisa a situação econômica do país? Temos chances de escapar do colapso que o governo Temer parece conduzir o país?
Não tenho dúvidas. Estamos saindo da pior crise econômica, da pior recessão dos últimos anos. A equipe econômica do atual governo está fazendo tudo o que deveria ser feito, e a economia está se deslocando da crise política e o país começa a sair desta recessão. Evidente que teremos muito a fazer. Mas, confio e tenho certeza de que sairemos com um país melhor e mais democrático.

Nessas suas andanças internacionais, poderia dizer como somos vistos aos olhos do mundo?
Somos vistos muito melhor do que nos vemos internamente. O Brasil é um grande país, com um mercado interno fabuloso e todos querem investir no Brasil. Nenhuma grande empresa do mundo quer estar ou ficar fora do Brasil. Creio que vamos sair desta crise política muito mais fortalecidos.

Quantos empregos geram e quantos já foram gerados pelo grupo Irmãos Pinheiro no Acre?
Diversos. Há muitos anos, temos mais de 250 funcionários diretos. Somos uma pequena empresa. Já passamos por muitas dificuldades, mas vencemos. E vamos continuar. Hoje, os filhos, sobrinhos, daqui um pouco os netos. Fiz a minha parte.

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