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Continua o risco de isolamento do Acre

Escrito por Tião Maia em . Publicado em Especiais

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Comerciantes se reúnem com Banco da Amazônia para garantirem abastecimento do estado durante cheia do rio Madeira

Empresários se reúnem com Banco da Amazônia temendo a enchente e o isolamento do Acre - Foto DivulgaçãoEmpresários se reúnem com Banco da Amazônia temendo a enchente e o isolamento do Acre - Foto Divulgação

A possibilidade do isolamento do território acreano do restante do país por via terrestre devido à enchente do rio Madeira, no trecho entre Rio Branco (AC) e Porto Velho (RO), como ocorreu em anos anteriores, está preocupando instituições bancárias e o comércio em geral, por causa de um possível desabastecimento.

Diretores executivos e o presidente da Associação Comercial do Acre (Acisa), Celestino Bento, já se reuniram, na sede da entidade, com o superintendente do Banco da Amazônia, André Vargas, para discutir a possibilidade.

Na ocasião, foi discutido um possível plano com estratégias de prevenção em relação a um possível desabastecimento, como acontecido em 2014, tendo em vista que faltam menos de três metros para o rio Madeira atingir a cota de alerta em Porto Velho e cota de alerta máximo no rio Abunã em Rondônia, segundo dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros do Acre.

O superintendente do Banco da Amazônia fez alguns esclarecimentos sobre o plano específico emergencial oferecido pela instituição, explicando sobre a variação das taxas de juros, que hoje está mais competitiva, variando mês a mês.

Ele destacou ainda a importância do empresário estreitar o relacionamento com a instituição, tendo em vista o acesso do limite de crédito que acaba apresentando um processo moroso em relação à liberação de crédito, só podendo ser formalizada diante do fato consumado, com base nos direcionamentos de órgãos de defesa e calamidade pública.

“Crédito tem que ser solução e não problema, por isso, nós deixamos à inteira disposição da entidade para facilitar os trâmites e fazer todos os esclarecimentos necessários”, disse André Vargas.

Água do Madeira já ameaça cobrir a BR-364, deixando o Acre isolado, como ocorreu em 2014 - Foto DivulgaçãoÁgua do Madeira já ameaça cobrir a BR-364, deixando o Acre isolado, como ocorreu em 2014 - Foto Divulgação

Estratégias para minimizar os prejuízos

O presidente da Acisa falou da importância de reunir alguns órgãos e instituições, na tentativa de buscar estratégias que minimizem os prejuízos, e que o empresariado consiga manter seus negócios.

“É importante que fiquemos atentos ao possível fechamento da BR-364 com antecedência, por isso a partir de agora vamos realizar reuniões como estas, acionando os principais órgãos e instituições para debater alternativas viáveis e evitar o desabastecimento do comércio do nosso estado”, disse.

O rio madeira está medindo 19,90 m acima de seu nível normal, sendo que nesta mesma época no ano passado, atingia a marca de 19,67 m. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, ainda há uma margem segura. Equipes foram deslocadas para Rondônia e estão monitorando toda situação. A previsão de chuvas para os próximos dois meses é bem acima da média, e a maior preocupação é que o rio Abunã atinja a marca de 22 m.

O manancial que corta o estado de Rondônia, ao atingir a cota de alerta, traz graves prejuízos ao abastecimento e oferta de serviços no Acre. Em 2014, a rodovia na altura do rio Abunã foi fechada, depois que a lâmina d’água ultrapassou em mais de um metro acima da estrada e impediu o tráfego de veículos.

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