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Pedro Corrêa vai delatar compra de votos na reeleição de FHC envolvendo bancada acreana

Escrito por Das Agências de Notícias em . Publicado em Política

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Passados 19 anos, pode vir a público novamente um dos maiores escândalos políticos da história do Brasil, que envolveu em 1997 o governo do sociológico Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, que foi relatado na imprensa nacional, sem ser investigado até hoje.

Trata-se do esquema da compra de votos por R$ 200 mil dentro do Congresso Nacional, que garantiu a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que garantiu a reeleição do presidente tucano Fernando Henrique e que envolveu os ex-deputados acreanos federais Ronivon Santiago e João Maia.

Condenado a 20 anos de prisão na operação Lava Jato, Pedro Corrêa, ex-deputado e ex-presidente do PP, partido do senador Gladson Cameli (PP-AC), acertou os termos de sua delação premiada envolvendo a compra de votos da reeleição de FHC e o festival de distribuição (concessão) de rádios na época do governo do ex-presidente José Sarney.

Gravados pelo “Senhor X”, e divulgados em grandes manchetes pelo jornal Folha de São Paulo, os dois deputados acreanos contaram em minuciosos detalhes como Fernando Henrique fez para comprar votos dos deputados por R$ 200 mil cada para conseguir aprovar a PEC que garantiu sua reeleição no pleito de 1998.

Nas gravações, Ronivon Santiago conta em detalhes como se deu o esquema do pagamento dos votos dentro da bancada acreana e João Maia revela como funcionou o esquema da compra dos votos comandada pelo então ministro das Comunicações de FHC, Sérgio Motta, que teria pago os votos dos deputados acreanos através dos ex-governadores Orleir Cameli, do Acre, e Amazonino Mendes, do Amazonas.

Anunciado na época como o maior escândalo político da história do Brasil, o esquema da compra de centenas de votos no Congresso nunca chegou a ser apurado porque Fernando Henrique botou sua tropa de choque para evitar qualquer apuração no parlamento e cobrou silêncio total da Procuradoria Geral da República, que mesmo autônoma depois da Constituinte de 1988, era subordinada politicamente aos governos da época.

Uma prática, aliás, que só acabou nos governos de Lula e Dilma, cujos procuradores-gerais da República tiveram toda a autonomia e até foram estimulados a investigar, respectivamente, os escândalos do mensalão em 2005 e agora da Petrobras, envolvendo e prendendo, inclusive, políticos do próprio PT, cujos governos comandam o país há 13 anos.

Além de delação anunciada pelo ex-deputado Pedro Corrêa sobre o esquema da compra de votos pelo governo FHC na PEC da reeleição, o governo FHC foi alvo de outra grave denúncia neste mês de janeiro, quando veio à tona a delação do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.

O ex-diretor garante que a compra do conglomerado de energia argentino Pérez Companc (PeCom) pela estatal brasileira em julho de 2002, por US$ 1,02 bilhão, “envolveu uma propina ao governo FHC de US$ 100 milhões”. Cerveró atribui as informações a diretores da Perez Companc e a Oscar Vicente, executivo argentino que presidia a empresa.

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