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Projeto de Jorge Viana quer evitar o desperdício de alimentos

Escrito por Tião Maia em . Publicado em Política

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Senador pretende ajudar o mundo a não jogar fora 1,3 bilhão de toneladas de comida por ano, enquanto 800 milhões passam fome

O senador Jorge Viana (PT-AC) está organizando para os próximos dias, em Rio Branco, um debate sobre validade de produtos alimentícios que vai envolver o seu gabinete, a Universidade Federal do Acre (Ufac), a Embrapa, os donos de supermercados e mercearias, profissionais da área, trabalhadores do Ceasa e representantes do governo e da prefeitura da capital.

Desperdício de alimentos no mundo chega a 1,3 bilhão de toneladas no mundo - Foto: DivulgaçãoDesperdício de alimentos no mundo chega a 1,3 bilhão de toneladas no mundo - Foto: Divulgação

Com apoio da Associação Comercial e dos Supermercados Araújo, o maior do Acre, o debate vai tratar da necessidade de se ter prazos de validade dos produtos alimentícios, sendo um de consumo e o outro de consumo seguro, permitindo que seja reduzido ou eliminado o desperdício de alimentos no país.

Dados apresentados pelo gabinete do senador revelam que, no mundo, vai para o lixo todos os anos 1,3 bilhão de toneladas de comida. “Enquanto isso, cerca de 800 milhões de pessoas passam fome no mundo”, lembra Jorge Viana.

Segundo o senador, os dados são da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e foram apresentados durante a audiência pública realizada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, que debateu o problema do desperdício de alimentos no Brasil.

Há várias propostas de lei tramitando no Senado tratando do mesmo tema. A proposta de autoria de Jorge Viana estabelece dois prazos de validade dos produtos alimentícios: um com data limite para a venda do produto e outro para o seu consumo seguro, com prazo superior ao primeiro, desde que seja assegurada a qualidade do alimento. A proposta do parlamentar também prevê campanhas para incentivar consumo de frutas e verduras acima dos níveis atuais do mercado.

Jorge Viana diz que a iniciativa já é adotada em alguns países europeus. Na Dinamarca, por exemplo, acaba de ser inaugurado o primeiro supermercado dedicado exclusivamente à venda de alimentos com prazo de validade já vencido, mas que ainda são apropriados para o consumo.

“O Brasil é um dos maiores produtores de alimentos do mundo, mas, infelizmente, tem um grande desperdício. A legislação hoje proíbe que uma empresa doe um alimento que já está com a validade vencida, mas ainda em boas condições de consumo. A FAO, as Nações Unidas, a Embrapa, todos têm um coro de apoio a esse projeto que apresentei no Senado”, declarou Viana.

Em novembro de 2013, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) informou que, além de não saciar a fome de 870 milhões de pessoas que não têm o que comer no planeta, o desperdício anual de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos causa sérios danos ao meio ambiente.

Isso porque para serem produzidos, os alimentos necessitam do consumo de água e do uso da terra, e ao longo do processo de produção e preparo emitem mais de 3 bilhões de toneladas de gases de efeito estufa para a atmosfera, impactando diretamente no clima. O informe da FAO, que é o primeiro estudo focado especificamente nos impactos ambientais causados pelo desperdício de alimentos, afirma ainda que os custos econômicos do desperdício de comida podem chegar a 750 bilhões de dólares anuais.

O desperdício de alimentos se dá em varias fases, na produção de consumo - Foto: DivulgaçãoO desperdício de alimentos se dá em varias fases, na produção de consumo - Foto: Divulgação

Rede dos Supermercados Araújo apoiam o projeto

O empresário Adem Araújo, dirigente dos Supermercados Araújo, a maior do Acre, destaca que a proposta do senador Jorge Viana tem o apoio dos lojistas e vendedores de produtos alimentícios porque as categorias reconhecem que, de fato, o problema de desperdício de produtos é grande por causa da burocracia em relação aos prazos de validade.

“A verdade é que as indústrias trabalham com uma margem de segurança muito grande. Muitas vezes, nós, comerciantes, sabemos que o produto está bom, mas, por causa do prazo, não podemos doar para uma entidade carente ou para um funcionário, porque isso implica em ilegalidades”, diz o empresário.

Araújo diz ter conhecimento de que na Europa, continente citado pelo senador Jorge Viana, já há lojas trabalhando com produtos com prazos de validade vencidos, mas ainda apropriados para o consumo humano. “O senador Jorge Viana tem o nosso apoio nesta questão”, garante Araújo.

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