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“Única saída para o Brasil é diretas já”, diz Leo de Brito

Escrito por Romerito Aquino em . Publicado em Política

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DEPUTADO PREVÊ QUE CHAPA UNITÁRIA DA FRENTE POPULAR PODE OBTER NOVA VITÓRIA EM 2018

Deputado Leo de Brito diz que o país foi transformado pelo golpe em República das Bananas - Foto DivulgaçãoDeputado Leo de Brito diz que o país foi transformado pelo golpe em República das Bananas - Foto Divulgação

Eleições diretas já para presidente da República. Essa é a única saída que o deputado federal Leo de Brito (PT-AC) considera acertada para tirar o Brasil do caos político e econômico em que se encontra desde que a sua democracia foi golpeada, no início de 2016, para assumir um governo incompetente, cujo presidente está cercado pela corrupção por todos os lados

Falando das perspectivas políticas do país para o ano que se iniciou anteontem, o deputado petista diz que só a legitimidade de um presidente eleito nas urnas pelo povo brasileiro será capaz de adotar as mudanças e as reformas necessárias para tirar o Brasil da crise. “O próximo presidente terá a legitimidade do voto popular para propor as mudanças que o país necessita”, aposta o deputado.

Na condição de deputado do Acre que assumiu o maior posto no organograma político da Câmara, pois até fevereiro continua sendo presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da casa, Leo de Brito fala nesta entrevista sobre a crise econômica e política nacional e seus reflexos nos estados.

O deputado petista também fala da política local e das eleições do próximo ano no Acre, quando, segundo ele, apesar da oposição já se considerar eleita para o governo com o senador Gladson Cameli (PP-AC), a Frente Popular será capaz de formar uma chapa unitária para as duas vagas do Senado e para o governo que irá garantir mais uma vitória. Leia, a seguir, a íntegra da entrevista.

O que o ano de 2017 traz para resolver a grave crise econômica e política do país?
Para sair dessa crise, só temos a opção de fazermos eleições diretas para presidente já. O Brasil não aguenta um presidente que está fazendo muitas maldades com a população, sem ter tido votos nas urnas. Pelo contrário, o presidente sofre de uma desaprovação intensa, maior do que sofria a presidenta Dilma. É um presidente que está cercado pela corrupção, um governo que é corrupto, um governo incompetente, um governo que não lidera nada.

Quando devem ocorrer essas eleições diretas para presidente?
Temos de ter eleições urgente no país. E que o novo presidente seja eleito e assuma com legitimidade para dar conta de harmonizar os poderes e pacificar a nação. Além, claro, de tomar as medidas econômicas que possam fazer o Brasil voltar a crescer, pois o atual governo não tem nenhum compromisso com isso.

Mas a atual Constituição prevê eleição pelo Congresso nos dois últimos anos do atual mandato?
Se o povo o quiser, a Constituição pode ser mudada para serem realizadas as eleições. Para isso, tem que ter pressão popular. O povo tem de ir para as ruas pedindo a queda do presidente Michel Temer e eleições diretas já para que a gente possa colocar o Brasil no rumo que não seja o da atual da recessão, da corrupção, do presidente que quer salvar políticos envolvidos em ilegalidades.

Deputado presidindo a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara - Foto DivulgaçãoDeputado presidindo a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara - Foto Divulgação

Mas o Congresso atual estaria mais propenso a apoiar a eleição indireta, como está prevista na Constituição?
Eleições indiretas pelo Congresso é uma solução ruim para o país porque o povo não vai participar e a crise institucional e política vai continuar instalada, pois quem assumir, assim como Temer, não vai ter a legitimidade que deveria ter neste momento.

“ESTAMOS VIVENDO UMA REPÚBLICA DE BANANAS”

No seu entendimento, como está a crise nacional?
Nós estamos vendo as instituições brigando entre si. Um presidente da República que prometeu pacificar o país e o país virou um barril de pólvora. Uma República de bananas, onde todo mundo faz o que quer, seja o Judiciário, o Legislativo e o Executivo. A Presidência da República não tem força, não tem liderança. Então, o país está em estado de caos.

Nem o Executivo está funcionando direito?
O governo prometeu resolver o problema da economia e não resolveu nada. Pelo contrário, afundou o país numa recessão. Em 2016 a previsão é que tenhamos até 4% negativos de crescimento. Neste ano de 2017, o crescimento, que era previsto em 2%, deve chegar a zero. Vão aprofundar o desemprego e os problemas sociais e econômicos. É um governo que não tem dado resposta alguma. É só ajuste e ajuste e quem deve pagar as contas desses ajustes são os trabalhadores e, sobretudo, o povo mais pobre. A fragilidade do governo está levando inclusive a uma fragilidade de sua base. Já se fala em Brasília e em todos os cantos que o governo Michel Temer não passa de março próximo.

Leo de Brito afirma que o país está vivendo uma situação de caos econômico, social e político - Foto Romerito AquinoLeo de Brito afirma que o país está vivendo uma situação de caos econômico, social e político - Foto Romerito Aquino

Como foi o seu ano de 2016 na Câmara dos Deputados?
Foi um ano muito importante para a consolidação do nosso trabalho aqui na Câmara porque foi o ano que assumi a presidência da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, uma das mais importantes aqui da casa, pois envolve a fiscalização das prefeituras, dos governos estaduais e do próprio governo federal. Fizemos muitas audiências públicas de grande relevância, inclusive para o Acre, quando discutimos a questão da privatização da Eletroacre e fomos fiscalizar as obras da ponte do rio Madeira.

E para o Acre, como avalia sua atuação na Câmara?
Foi um ano que também tivemos uma atuação parlamentar voltada para nosso estado, liberando recursos para diversas áreas, como educação, saúde, para as prefeituras. Conseguimos reverter a decisão do TCU que bloqueava os benefícios da reforma agrária, incluindo 25 mil famílias no Acre. Foi um ano que estivemos na resistência da luta dos trabalhadores, da resistência da democracia contra o golpe dado à presidenta Dilma e agora contra o golpe que está sendo dado contra a saúde, a educação, contra os trabalhadores, tanto pela PEC do teto quanto pela PEC da Previdência.

E para 2017, como pretende pautar o seu trabalho?
Para 2017, pretendo aprofundar os debates da reforma da Previdência para que os direitos dos trabalhadores não sejam vilipendiados. Vamos trabalhar para avançar nossos projetos de lei, como os que tratam da obrigatoriedade do teste vocacional nas escolas, do moto-taxímetro e da Zona Franca Verde. Vamos apoiar os prefeitos e, claro, fortalecer o ótimo trabalho do governador Tião Viana no estado. Vamos fiscalizar as obras do Linhão para Cruzeiro do Sul, da BR-364 e da ponte sobre o rio Madeira, além de lutar para liberar emendas parlamentares.

Como será a disputa pelo governo e o Senado no Acre no próximo ano?
Nós sabemos que a oposição acha que já ganhou as eleições para governador no próximo ano com Gladson Cameli. Eles (oposicionistas) estão em cima do pedestal. Agora estão só discutindo a questão do Senado. Mas acredito que nós temos condições de aprofundar na Frente Popular uma chapa unitária para o governo e o Senado. E vamos construir nesse ano de 2017 um caminho bem pavimentado para mais uma vitória da Frente Popular em 2018.

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