Imprimir

Alan Rick, Flaviano Melo e Jéssica Sales votam contra os direitos dos trabalhadores acreanos

Escrito por Romerito Aquino em . Publicado em Política

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn

Da bancada do Acre, apenas os deputados Leo de Brito e Raimundo Angelim votaram contra a reforma trabalhista do golpista Michel Temer.

O que representam as reformas de morte do golpísta Michel Temer - Charge de Márcio BaraldiO que representam as reformas de morte do golpísta Michel Temer - Charge de Márcio Baraldi

Os deputados federais Alan Rick (PRB-AC), Flaviano Melo (PMDB-AC) e Jéssica Sales (PMDB-AC) foram os únicos da bancada do Acre na Câmara dos Deputados a votarem no final da noite desta quarta-feira, 26/04, a favor do projeto de lei do governo golpista de Michel Temer que põe fim aos direitos dos trabalhadores brasileiros e acreanos, previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Da bancada acreana, os únicos deputados federais a votarem contra o fim da CLT foram Leo de Brito (PT) e Raimundo Angelim (PT). Os deputados Wherles Rocha (PSDB), Moisés Diniz (PCdoB) e César Messias (PSB) não estiveram presentes na votação do projeto, que foi aprovado por 296 votos contra 177, depois de discussões de mais de 12 horas na Câmara Federal.

Os deputados Alan Rick, Flaviano Melo e Jéssica Sales, além do deputado Wherles Rocha, vêm sendo muito criticados nas redes sociais desde que votaram, no ano passado, em favor do golpe parlamentar contra o mandato legítimo da presidenta Dilma Rousseff. Os parlamentares também são criticados por apoiarem as reformas e todas as medidas restritivas de direitos e avanços sociais propostos pelo governo Michel Temer, que foi acusado, pela recente delação da Odebrecht na Lava Jato, de ter recebido US$ 40 milhões em propinas em contas no exterior.

Deputado Alan Rick não dá importância aos direitos dos trabalhadores - Foto DivulgaçãoDeputado Alan Rick não dá importância aos direitos dos trabalhadores - Foto Divulgação

Além de Michel Temer, um terço de seus ministros e a maioria dos deputados e senadores, que compõem sua base no Congresso, formada por parlamentares do PMDB, PSDB, PP, PRB, PPS e outros partidos, são acusados de terem recebido propinas milionárias da Odebrechet para votarem pelos interesses da empreiteira no Congresso e a favor do golpe parlamentar que invalidou os 54,5 milhões de votos dados pelos brasileiros à Dilma Rousseff.

Próximo veredito de morte da CLT virá do Senado

Golpeada de morte agora por deputados golpistas, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é uma norma legislativa de regulamentação das leis referentes ao Direito do Trabalho e do Direito Processual do Trabalho no Brasil, que foi aprovada pelo Decreto-lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943 e sancionada pelo então presidente Getúlio Vargas.

Flaviano Melo foi acusado de cometer o maior roubo do Acre no seu governo - Foto DivulgaçãoFlaviano Melo foi acusado de cometer o maior roubo do Acre no seu governo - Foto Divulgação

A CLT se constitui, portanto, no principal instrumento de regulamentação das relações individuais e coletivas do trabalho. Desde a sua criação, a CLT foi alterada várias vezes nas últimas décadas, jamais para reduzir ou subtrair direitos dos trabalhadores brasileiros, como ocorre agora, mas para avançar e atualizar a legislação trabalhista levando em conta todas as necessidades de proteção do trabalhador e a defesa dos seus direitos.

As leis contidas na CLT abrangem tanto o trabalhador urbano quanto o trabalhador rural. Os principais assuntos tratados na CLT se referem à carteira de trabalho, jornada de trabalho, férias, proteção do trabalho da mulher, contratos individuais, medicina, justiça e fiscalização do trabalho, entre outros.

Jéssica Sales estreou na política dando golpe na democracia brasileira - Foto DivulgaçãoJéssica Sales estreou na política dando golpe na democracia brasileira - Foto Divulgação

Os sindicalistas e especialistas em direito do trabalho nacional e internacionais consideram que, além de rebaixar direitos, diminuir os custos das contratações (e das demissões) pelas empresas e aumentar o lucro dos empresários no Brasil, a reforma trabalhista proposta pela chamada quadrilha de Michel Temer e Aécio Neves, derrotado por Dilma, despreza o papel dos sindicatos.

Segundo avalia o presidente da Central Única dos Trabalhadores de São Paulo, Douglas Izzo, o projeto de lei de Michel Temer, que agora vai para discussão e aprovação no Senado Federal, pretende devolver aos empresários o apoio recebido pelos setores patronais durante o golpe parlamentar que, com o apoio da mídia golpista do país, se destinou a tirar o PT do poder.

"É importante destacar que esse governo, que não chegou ao poder através do voto, está devolvendo o apoio da Fiesp e das elites brasileiras”, assinala o presidente da CUT, ao desmentir Temer dizendo que a reforma trabalhista não é uma "modernização", mas uma forma de colocar os acordos entre patrões e empregados acima da CLT. Izzo também criticou a mídia comercial, que “legitima”, segundo ele, as medidas do governo, mesmo que danosas à população.

Submit to DeliciousSubmit to DiggSubmit to FacebookSubmit to Google PlusSubmit to StumbleuponSubmit to TechnoratiSubmit to TwitterSubmit to LinkedIn